A comandante da Guarda de Vitória foi assassinada dentro de casa na madrugada desta segunda-feira (23), em um crime que está sendo investigado como feminicídio. A vítima, Dayse Barbosa, foi morta no bairro Caratoíra, na capital do Espírito Santo.
De acordo com as primeiras informações, o autor do crime foi o namorado da comandante, um policial rodoviário federal. Após invadir a residência, ele efetuou um disparo que atingiu a vítima na cabeça. Em seguida, o suspeito tirou a própria vida.
As investigações apontam que o agressor teria acessado o imóvel pela varanda, possivelmente utilizando uma escada. A polícia segue apurando os detalhes da invasão e as circunstâncias do crime.
O relacionamento entre os dois, segundo relatos da família, era marcado por conflitos e episódios de ameaça. Em entrevista à TV Tribuna/Band, o pai da vítima revelou que já havia aconselhado a filha a encerrar a relação.
“Eu aconselhava ela a terminar, mas ela não me ouvia”, afirmou o pai, em depoimento à TV Tribuna/Band.
Ainda segundo a família, dias antes do crime, novas ameaças teriam sido feitas, levando a comandante a reforçar a segurança da casa, inclusive com a troca de fechaduras.
Horas antes do assassinato, Dayse publicou um conteúdo nas redes sociais sobre independência financeira feminina, destacando a importância da autonomia para sair de relacionamentos abusivos. A postagem ganhou grande repercussão após o ocorrido.
Em nota, a Polícia Rodoviária Federal lamentou o caso e informou que o agente estava lotado na delegacia de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A corporação também declarou apoio às investigações e reforçou o compromisso no combate à violência contra a mulher.
A Prefeitura de Vitória também se manifestou, destacando a trajetória da comandante e sua atuação em defesa dos direitos das mulheres. O município decretou luto oficial de três dias.
Dayse Barbosa era pedagoga, possuía pós-graduação em Segurança Pública Municipal e deixa uma filha. Sua morte gerou forte comoção e reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher no país.
O caso reforça a urgência de medidas efetivas de proteção e prevenção, diante de um problema que segue impactando famílias em todo o Brasil.














