O desemprego chega a 5,6% no Brasil no terceiro trimestre de 2025, marcando o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Os dados da Pnad Contínua Trimestral, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, mostram que apenas duas unidades da federação registraram queda na taxa de desocupação, enquanto outras 25 permaneceram estáveis em relação ao período entre abril e junho.
Entre os estados com os maiores percentuais de desocupação estão Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%). Já Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%) e Rondônia (2,6%) registraram as menores taxas do país, reforçando o contraste regional no mercado de trabalho brasileiro.
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, o terceiro trimestre costuma refletir um momento de reorganização do mercado de trabalho, em preparação para o período de maior atividade econômica no fim do ano.
A taxa de desocupação diminuiu devido a um aumento marginal, não significativo, da ocupação e esse aumento promoveu a diminuição do tempo de procura, explicou o especialista.
O levantamento revela ainda que o tempo de busca por emprego caiu em todas as quatro faixas analisadas quando comparado ao terceiro trimestre de 2024. O número de pessoas procurando trabalho entre um mês e menos de um ano atingiu 3,1 milhões, enquanto a faixa de um a dois anos de procura recuou para 666 mil — ambos os menores volumes para esse trimestre desde o início da série histórica.
O desemprego de curto prazo, referente a buscas inferiores a um mês, chegou a 1,1 milhão, o menor contingente desde 2015. Já o desemprego de longo prazo, de dois anos ou mais em busca, caiu para 1,2 milhão.
A renda média real dos trabalhadores alcançou R$ 3.507 no terceiro trimestre de 2025, registrando leve alta frente ao trimestre anterior (R$ 3.497) e crescimento significativo em relação a 2024 (R$ 3.373). As regiões Sul (R$ 4.036) e Centro-Oeste (R$ 4.046) tiveram aumentos expressivos, enquanto nas demais regiões a renda permaneceu estável.
As desigualdades sociais se refletem de forma clara nos indicadores de desocupação. Homens (4,5%) e brancos (4,4%) apresentaram taxas abaixo da média nacional. Já mulheres (6,9%), pessoas pretas (6,9%) e pardas (6,3%) registraram índices mais elevados.
O nível de instrução também exerce forte influência. A maior taxa foi observada entre pessoas com ensino médio incompleto (9,8%). Quem possui ensino superior completo apresentou uma taxa de apenas 3%, quase a metade do índice de quem tem superior incompleto (5,8%).














