A inclusão de Mauro Cid no programa de proteção começou a ser analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi sugerida pela Polícia Federal (PF), que apontou risco à integridade física do tenente-coronel e de seus familiares, levando o caso à avaliação judicial. O despacho foi encaminhado ao ministro acompanhado do pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste antes da decisão final.
A recomendação ocorre duas semanas após Moraes autorizar o início do cumprimento de pena de Cid, condenado a dois anos de prisão em regime aberto por envolvimento na tentativa de golpe. Entre os oito réus, ele foi o único a não recorrer da sentença, seguindo o que havia sido acordado em sua delação premiada.
No mesmo despacho, Moraes já havia determinado que a PF adotasse todas as medidas necessárias para garantir a segurança do militar e de seus familiares. Segundo o relatório enviado pela corporação, a inclusão no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas seria a forma mais adequada de preservar a integridade do grupo.
O ministro agora aguarda o posicionamento da PGR, que tem cinco dias para enviar seu parecer, antes de tomar uma decisão definitiva sobre o pedido. O programa, criado por lei em 1999, oferece proteção a testemunhas coagidas ou sob grave ameaça em razão de sua colaboração com investigações ou processos criminais.














