Três clínicas de bronzeamento irregular foram interditadas no Rio de Janeiro após uma operação de fiscalização que identificou diversas irregularidades em estabelecimentos localizados nos bairros de Campo Grande, na Zona Oeste, e Copacabana, na Zona Sul da cidade. A ação ocorreu na quinta-feira (5) e foi conduzida por agentes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon).
Segundo os órgãos responsáveis pela operação, as clínicas estavam sendo monitoradas há cerca de três semanas. Durante a fiscalização, os responsáveis pelos estabelecimentos foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos sobre as irregularidades encontradas.
Entre os problemas identificados estavam câmaras de bronzeamento com luz ultravioleta (UV), prática proibida no Brasil desde 2009 por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O uso desses equipamentos é considerado de risco para a saúde, podendo provocar câncer de pele, queimaduras, envelhecimento precoce e danos oculares.
Além das câmaras UV, os fiscais também encontraram outras infrações nos estabelecimentos, como ausência de licença sanitária, aplicação irregular de botox, extintores de incêndio vencidos e produtos expostos para venda sem a indicação de preço.
Na clínica localizada em Campo Grande, os agentes identificaram ainda descarte inadequado de lixo infectante e a divulgação de procedimentos estéticos por meio de um sistema chamado “Carnê da Beleza”. Segundo a fiscalização, essa prática é proibida por resolução do Conselho Regional de Biomedicina.
Já no estabelecimento localizado em Copacabana, os fiscais descobriram um esquema criado para dificultar a atuação das autoridades. De acordo com a Secretaria de Defesa do Consumidor, a clínica funcionava com portas fechadas dentro de um prédio comercial e utilizava câmeras de monitoramento para identificar a chegada de equipes de fiscalização.
O atendimento no local era restrito a clientes considerados de confiança, e a entrada só era permitida por indicação. Essa estratégia dificultava a identificação das atividades irregulares pelas autoridades.
Para acompanhar a movimentação do local sem levantar suspeitas, os agentes utilizaram uma estratégia incomum: se disfarçaram de vendedores de sanduíche natural e também de profissionais de limpeza. A abordagem foi realizada após a equipe observar a chegada de uma cliente ao prédio.
A ação fez parte da operação “Estética Segura”, que contou com o apoio de diferentes órgãos públicos, entre eles o Procon, a Delegacia de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), o Conselho Regional de Biomedicina e a Polícia Militar.
O caso chama atenção para os riscos associados a procedimentos estéticos realizados de forma irregular e reforça a importância da fiscalização para garantir a segurança dos consumidores.
E a descoberta das clínicas levanta um alerta para quem busca procedimentos estéticos sem verificar a regularização dos estabelecimentos, um cuidado que pode fazer toda a diferença para evitar riscos à saúde.














