Nomes de Cláudio Castro e Deputados Fluminenses em Lista de Bicheiro Levantam Suspeitas de Caixa 2 e Lavagem de Dinheiro
Listas apreendidas pela Polícia Federal com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, revelaram a menção ao nome do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), além de outros deputados federais e estaduais. Os registros associam os políticos a valores financeiros, o que levanta suspeitas de caixa dois eleitoral e lavagem de dinheiro.
As investigações estão em andamento para determinar a natureza exata desses repasses e se configuram alguma irregularidade. A Polícia Federal busca esclarecer o contexto por trás das anotações encontradas com Adilsinho, que já estava preso e foi alvo de um novo mandado de prisão.
A defesa do ex-governador Cláudio Castro negou veementemente qualquer irregularidade. Em nota, a equipe jurídica afirmou que é “mentirosa qualquer ilação de que ele tenha recebido pagamento, doação ilegal, vantagem indevida ou qualquer repasse de recursos” atribuído ao bicheiro. A defesa ressalta que a campanha de 2022 foi declarada e aprovada pela Justiça Eleitoral.
Defesa de Cláudio Castro Nega Irregularidades e Reforça Transparência
A nota da defesa do ex-governador Cláudio Castro enfatiza que a simples citação de um nome em listas de terceiros não comprova recebimento de valores ou atos ilícitos. A prestação de contas da campanha de 2022 foi apresentada e analisada, cumprindo os termos da legislação eleitoral. Castro não é formalmente alvo da operação em questão, e sua defesa reafirma a disponibilidade para prestar quaisquer esclarecimentos necessários às autoridades.
Advogado de Adilsinho Rechaça Alegações de Pagamento Indevido a Políticos
Ricardo Braga, advogado de Adilsinho, declarou que seu cliente “rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos”. A defesa do bicheiro nega a prática de qualquer ato ilícito relacionado a repasses financeiros a figuras políticas, buscando afastar qualquer ligação com as suspeitas levantadas pela PF.
Operação “Unha e Carne” Investiga Ramificações do Novo Jogo do Bicho no Poder Público
A Operação “Unha e Carne”, deflagrada pela Polícia Federal, apura suspeitas de lavagem de dinheiro praticada pela cúpula do novo jogo do bicho e possíveis conexões com membros do Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro. A nova fase da operação teve origem na análise de planilhas apreendidas com Adilsinho, que continham registros de supostos pagamentos indevidos e contabilidade paralela.
As anotações nas planilhas indicam possíveis repasses diretos de dinheiro a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro, o que se tornou uma linha de investigação prioritária para a PF. Além de Adilsinho, foram expedidos mandados de prisão preventiva contra o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o pastor Márcio Poncio. O caso tramita em segredo de justiça.
Mandados de Busca, Apreensão e Bloqueio de Bens Complementam a Operação
A operação resultou na expedição de três mandados de prisão preventiva, além de 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões. A PF destacou que as listas apreendidas chamaram atenção por apontarem possíveis repasses diretos a agentes políticos.
Um dos alvos da operação foi o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, que negou participação em organização criminosa. A Polícia Federal não divulgou todos os nomes dos demais alvos da investigação.
Cláudio Castro já é alvo de outras investigações da PF por suas relações com empresários. Após ser alvo de duas operações em maio deste ano, o ex-governador desistiu de sua pré-candidatura ao Senado. A defesa de Bacellar negou sua participação nos fatos investigados, enquanto os advogados de Poncio não retornaram o contato da reportagem.














