Detectado em 1º de julho, o objeto 3I/ATLAS vem intrigando a comunidade científica. Inicialmente classificado por muitos astrônomos como um provável cometa, similar a ‘Oumuamua e Borisov, o corpo celeste apresenta características que colocam essa definição em dúvida.
O físico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, destaca a ausência de cauda — elemento típico de cometas — nas imagens capturadas em 4 e 29 de julho. Ele também observa que a trajetória do 3I/ATLAS parece se alinhar de forma incomum com a geometria do Sistema Solar, o que, segundo ele, pode indicar origem não natural.
Para investigar, Loeb propõe o uso de observatórios avançados, como o futuro Vera C. Rubin, e sugere redirecionar a sonda Juno, atualmente em órbita de Júpiter, para um encontro com o objeto. Isso permitiria obter imagens e dados diretos sobre sua composição e estrutura.
O cientista desenvolveu a “Escala Loeb”, que mede o grau de artificialidade de objetos espaciais. O 3I/ATLAS recebeu nota 6 em uma escala de 0 (natural) a 10 (claramente tecnológico). Essa classificação, segundo Loeb, poderá mudar à medida que o objeto se aproxima do Sol e novas informações forem coletadas.
Ele considera possível que o 3I/ATLAS seja uma “nave-mãe” interestelar, capaz de liberar sondas menores para explorar planetas. Loeb estima que essas sondas poderiam atingir a Terra entre 21 de novembro e 5 de dezembro de 2025, caso realizem manobras próximas ao Sol para desacelerar.
Embora reconheça que a chance de artificialidade seja pequena, o professor alerta que governos e agências espaciais deveriam estar preparados para essa possibilidade.














