Chuvas afetam Sistema Acari e reduzem água na Baixada Fluminense

As fortes chuvas que atingiram o Estado do Rio de Janeiro causaram o transbordo de rios e interromperam temporariamente a operação de represas do Sistema Acari. A medida reduziu a distribuição de água potável em municípios da Baixada Fluminense desde as primeiras horas desta manhã.

A paralisação preventiva ocorreu devido ao alto nível de turbidez da água, provocado pelo excesso de lama e galhos levados pela enxurrada até os pontos de captação. A medida é padrão de segurança operacional para evitar que a sujeira danifique os equipamentos e chegue às torneiras dos moradores.

Entenda como as chuvas afetaram a captação no Sistema Acari

O Sistema Acari é formado por um conjunto de represas situadas na região serrana e de reserva ambiental, responsáveis por abastecer parte importante dos municípios da Baixada. Com o volume excessivo de chuva em curto espaço de tempo, a água bruta que chega às estações fica fora dos padrões exigidos para o tratamento adequado.

Segundo os técnicos que monitoram a operação, as equipes aguardam a diminuição do fluxo de água da chuva para avaliar a qualidade e autorizar a retomada gradativa das bombas. Enquanto o sistema opera com capacidade reduzida ou permanece desligado, a pressão nas redes de distribuição cai, afetando a chegada de água principalmente nos locais mais altos e nas pontas das tubulações.

Quais municípios e bairros são mais afetados?

A redução na oferta de água atinge diretamente localidades dos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti e Nilópolis. Bairros mais afastados dos centros urbanos e regiões morro acima são os primeiros a sentir a falta de pressão na rede.

Em Nova Iguaçu e Belford Roxo, moradores relatam torneiras secas desde o início da madrugada. A orientação das concessionárias é para que a população economize a água reservada em caixas d’água e adie tarefas que exijam grande consumo, como lavagem de roupas e calçadas, até a normalização completa do serviço.

Qual é o prazo para a água voltar às torneiras?

A distribuição de água não é reestabelecida imediatamente após o religamento das bombas. O processo de pressurização de toda a rede é gradual e pode levar de 24 a 72 horas para ser totalmente concluído, dependendo da distância da estação e da altitude do imóvel.

Assim que o nível de turbidez da água baixar e as represas voltarem a operar com capacidade total, a água começa a caminhar pelas tubulações principais até chegar às redes de bairro. Imóveis que possuem caixa d’água dimensionada para o consumo diário sentem menos os impactos desse tipo de interrupção temporária.

Como solicitar caminhão-pipa e atendimento emergencial

Durante o período de paralisação e retomada do sistema, o atendimento prioriza serviços essenciais, como hospitais, postos de saúde, creches, escolas públicas e asilos. Moradores que necessitarem de apoio emergencial devem entrar em contato direto com a concessionária responsável pelo saneamento em seu município.

Para solicitar o envio de caminhão-pipa ou obter informações sobre o andamento dos trabalhos na sua rua, o cliente pode ligar para a central de atendimento telefônico da concessionária Águas do Rio pelo número 0800 195 0 195, que funciona 24 horas por dia, inclusive pelo WhatsApp. É importante ter em mãos o número da ligação ou o CPF do titular da conta.

O que fazer em caso de urgência na sua região

Além da falta de água, os temporais na Baixada Fluminense exigem atenção redobrada com alagamentos e deslizamentos de terra. Caso a água da chuva comece a invadir a residência ou haja sinais de rachaduras nos muros e morros, a orientação é deixar o local imediatamente e procurar abrigo seguro.

A Defesa Civil Estadual pode ser acionada pelo telefone 199 para casos de emergência e vistorias de risco. O morador também pode se cadastrar gratuitamente para receber alertas meteorológicos via SMS no celular, bastando enviar uma mensagem com o CEP da sua rua para o número 40199.

Foto: Povo na Rua

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