Um homem investigado por furtos na Caixa Econômica foi trazido de volta ao Brasil após ser capturado na Argentina, encerrando um período de seis anos em que permaneceu foragido das autoridades brasileiras.
Sebastián Andrés Ramirez Leiva, de 36 anos, é apontado por forças de segurança de diferentes países como responsável por praticar crimes em ao menos três nações da América do Sul. Ele já está preso no Rio de Janeiro e deve responder a processo na Justiça Federal.
No Brasil, o chileno é acusado de envolvimento em furtos na Caixa Econômica na cidade de Queimados, na Baixada Fluminense. Por conta disso, passou a integrar a lista de procurados internacionais da Interpol, conhecida como Difusão Vermelha.
A captura aconteceu na Argentina, em uma ação conjunta que envolveu o Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e autoridades argentinas. Após a prisão, o suspeito foi transferido e entregue às autoridades brasileiras na última quinta-feira (26).
De acordo com as investigações, o histórico criminal de Sebastián Leiva não começou recentemente. Em 2017, ele já havia sido condenado no Brasil por furto qualificado, em decisão da 2ª Vara Criminal de São Carlos.
Mesmo após a condenação, o investigado voltou a se envolver em crimes. Dois anos depois, teria participado dos furtos na Caixa Econômica que motivaram o processo atual na Justiça Federal do Rio.
Posteriormente, foi iniciado um procedimento para sua expulsão do país. No entanto, antes que a medida fosse cumprida, ele conseguiu deixar o Brasil e seguiu para a Argentina, onde permaneceu por anos.
No país vizinho, o chileno também passou a ser investigado por outros crimes. Segundo autoridades locais, ele é suspeito de integrar um grupo envolvido em assaltos armados, com uso de violência contra as vítimas.
Em um dos episódios apurados, o grupo teria invadido uma empresa de transportes ao se passar por funcionários, estratégia que facilitou a ação criminosa e surpreendeu as vítimas.
Após sua localização, a Polícia Federal argentina realizou a prisão e iniciou o processo de cooperação internacional que resultou na transferência do suspeito para o Brasil.
Agora, já em território brasileiro, Sebastián Leiva permanece sob custódia do sistema penitenciário do Rio de Janeiro, onde aguarda o andamento do processo judicial.
O caso chama atenção pela atuação integrada entre países e reforça o monitoramento internacional sobre suspeitos envolvidos em crimes transnacionais, especialmente aqueles ligados a furtos e roubos com atuação em diferentes regiões.
A prisão do suspeito reacende discussões sobre a atuação de organizações criminosas além das fronteiras e o papel da cooperação internacional no combate a esse tipo de crime.
E a pergunta que fica é: quantos outros investigados ainda circulam entre países sem serem identificados pelas autoridades?














