Adilson Gomes da Hora Júnior, de 50 anos, foi preso na tarde desta quarta-feira (7) no bairro Jardim América, Zona Norte do Rio de Janeiro. Conhecido como Nico da Furquim Mendes ou Mister, ele era procurado desde 2021, quando saiu para uma visita periódica ao lar e não retornou à unidade prisional. O homem é apontado pelas autoridades como chefe do tráfico de drogas das comunidades Furquim Mendes e Dique.
A prisão foi realizada por policiais do 16º BPM (Olaria) com base em informações repassadas ao Disque Denúncia. Nico foi localizado na Rua Sebastian Bach e não ofereceu resistência no momento da abordagem. Ele já havia sido condenado a 16 anos de prisão pelo crime de tráfico de drogas.
Segundo a polícia, Nico é considerado de altíssima periculosidade e exercia papel de liderança dentro do Comando Vermelho. Ele é apontado como um dos principais articuladores das ações criminosas da facção na Zona Norte do Rio.
De acordo com investigações, o criminoso é suspeito de comandar a quadrilha responsável pela morte do tenente Marcos José Oliveira de Amorim, em 31 de janeiro deste ano. O policial fazia patrulhamento na comunidade Furquim Mendes quando foi surpreendido por criminosos armados. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Além desse crime, Nico também é investigado pela participação na morte do tenente-coronel Carlos Vidal Martin da Silva, de 52 anos. O oficial foi assassinado em 25 de fevereiro durante um assalto em andamento. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o militar entra em um estabelecimento sem perceber a ação dos criminosos. Ao ser identificado, foi cercado e baleado.
“A prisão de um elemento como Nico representa um golpe importante no comando operacional do tráfico na região. Trata-se de um criminoso altamente influente, com ligação direta com mortes de agentes públicos e domínio de territórios estratégicos”, afirmou um investigador, em depoimento ao jornal O Dia.
As forças de segurança reforçam que a captura de foragidos como Nico faz parte de um plano mais amplo para desarticular lideranças do tráfico que seguem comandando ações criminosas mesmo fora dos presídios.
A operação que levou à prisão do chefe do tráfico segue em andamento para localizar outros membros da quadrilha. As investigações continuam, com o objetivo de esclarecer a participação do grupo em outros crimes ocorridos na Zona Norte do Rio.














