Vasco e Flamengo chegaram a um acordo para que o clássico entre as equipes seja realizado no Maracanã, no dia 19 de abril, pelo Brasileirão. O anúncio foi feito pelo CEO do Vasco, Carlos Amodeo, nessa segunda-feira, em entrevista ao programa Troca de Passes, do sportv.
Também houve um consenso para que o Vasco mande oito jogos, em 2025 e 2026, no estádio. O retorno ao Maracanã vinha sendo alinhado com Flamengo e Fluminense, detentores da concessão, desde a última semana.
“O Vasco passou a negociar não só com o Flamengo, mas também com o Fluminense um acordo bem mais amplo do que somente a partida do dia 19. Negociamos tanto com o Flamengo quanto com o Fluminense um acordo mais amplo que está formalizado. A gente estabeleceu que todas as partidas, exceto as válidas pelo Estadual, em 2025 e 2026, serão jogadas no Maracanã com público de 50% para cada torcida”, revelou Amodeo.
“Nestas partidas em que o Vasco atuar como mandantes terá condições comerciais equitativas a Flamengo e Fluminense quando atuam como mandante, ao que se refere ao valor de locação, exploração de estacionamento e camarotes. Também terá condições operacionais diferenciadas. Teremos possibilidade de ambientar o vestiário do Vasco, zona mista identificada de Vasco, bandeirinhas de escanteio, a iluminação e uma série de coisa. Mostra o reconhecimento de Flamengo e Fluminense da importância que o Vasco tem”, completou.
O local do clássico vinha sendo tema de debate nas últimas semanas. O Vasco enviou um ofício ao Batalhão Especializado em Policiamento nos Estádios (BEPE) solicitando que a partida fosse realizada em São Januário.
O BEPE, porém, vetou a realização do jogo no local com a justificativa de que há “riscos à segurança no perímetro e no interior da praça esportiva em jogos desta natureza.”
Lado da torcida vascaína
Outro ponto acordado diz respeito ao posicionamento das torcidas de Vasco e Fluminense. A torcida vascaína irá ocupar o lado esquerdo da arquibancada nos duelos contra o Tricolor. Desde a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo, a posição das torcidas era tema de discussão entre os clubes. O Fluminense defendia o direito de ficar no setor por ser permissionário, enquanto o Vasco argumentava que deveria ocupar o lado por uma questão histórica.














