Os dados mais recentes apontam que celulares roubados e furtados no Rio têm crescido de forma significativa em 2025, segundo informações do Instituto de Segurança Pública. Entre janeiro e setembro, mais de 54 mil aparelhos foram levados, o que equivale a uma média de um celular subtraído a cada sete minutos. No período, foram contabilizados 19.780 roubos, aumento de 25,6% em relação ao mesmo intervalo de 2024, além de 34.456 registros de furto, número 22,2% maior do que o dos mesmos nove meses do ano anterior.
A escalada de ocorrências ocorre em meio a operações da Polícia Civil voltadas ao combate desse tipo de crime. Nesta segunda-feira, uma nova fase da Operação Rastreio foi realizada em 11 estados, com o objetivo de desarticular um esquema nacional que envolve roubo, furto, receptação e desbloqueio de aparelhos. A ação resultou em mais de 30 prisões, além da apreensão de cerca de 2.500 celulares e R$ 52 mil em espécie.
De acordo com o ISP, tanto o roubo quanto o furto de celulares alcançaram o topo da série histórica iniciada em 2003. Entre as delegacias que registraram mais casos de roubo no estado, de janeiro a setembro, destacam-se as circunscrições de Duque de Caxias (999 ocorrências), Praça da Bandeira (832), Vilar dos Teles (773), Taquara (656), Mem de Sá (648), Vicente de Carvalho (620), Madureira (593), Belford Roxo (591), Nova Iguaçu (572) e Catete (549).
No levantamento dos furtos, a 5ª DP (Mem de Sá) lidera com 2.703 registros, seguida pela 9ª DP (Catete), com 2.121. As delegacias do Leblon (1.880), Barra da Tijuca (1.806) e Copacabana (1.702) aparecem na sequência, acompanhadas das circunscrições de Praça da Bandeira (1.456), Praça Mauá (1.410), Botafogo (1.310), Praça da República (1.034) e Taquara (957).
O aumento expressivo das subtrações de celulares reforça os desafios na segurança pública fluminense, já que esse tipo de crime costuma abastecer mercados ilegais e redes de receptação espalhadas pelo país. A Polícia Civil destaca que ações coordenadas, como a Operação Rastreio, buscam interromper a cadeia criminosa que conecta o roubo ao desbloqueio e à revenda dos aparelhos.














