O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou uma ampla mudança administrativa nesta sexta-feira (20), quando Castro exonera secretários que pretendem disputar as eleições deste ano, iniciando uma reforma no primeiro escalão do governo estadual.
Ao todo, 11 chefes de pastas deixaram seus cargos. Atualmente, o governo conta com 33 secretarias, e a saída em bloco atinge áreas consideradas estratégicas da administração pública.
A decisão ocorre em um momento de intensa movimentação política no estado. Há expectativa de que o próprio governador possa deixar o cargo nos próximos dias, dependendo do andamento de um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisa a possibilidade de cassação de seu mandato.
Os secretários foram convocados para uma reunião no Palácio Guanabara, onde receberam orientações sobre o processo de transição. Entre os nomes que deixaram o governo estão Alexandre Isquierdo, Anderson Moraes, Bernardo Rossi, Bruno Dauaire, Douglas Ruas, Felipe Curi, Gustavo Tutuca, Luiz Martins, Rosangela Gomes, Uruan Cintra de Andrade e Vinícius Farah.
Muitos deles já têm planos definidos para as eleições. Douglas Ruas, por exemplo, é pré-candidato ao governo do estado, enquanto outros nomes devem disputar vagas na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados.
Com a saída dos titulares, novos nomes foram anunciados para assumir as secretarias. Entre eles estão o delegado Delmir Gouvea, que assume a Polícia Civil, e o engenheiro Raul Fanzeres, que ficará à frente da Infraestrutura e Obras.
Outras mudanças incluem Maria Gabriela Bessa na Secretaria das Cidades, Diego Faro no Meio Ambiente, Anderson de Azevedo Coelho no Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, além de Daniel Martins no Trabalho e Renda e Lucas Alves no Turismo.
Também foram definidos novos gestores para áreas como Ciência e Tecnologia, Habitação, Desenvolvimento Econômico e Envelhecimento Saudável, com nomes ligados à administração pública e ao cenário político.
A reconfiguração do governo ocorre em meio ao calendário eleitoral e pode influenciar diretamente o cenário político do estado nos próximos meses.














