O Caso Anic ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (29), após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciar Lourival Fadiga, assassino confesso da advogada Anic Herdy, pelo crime de denunciação caluniosa. Segundo o órgão, ele tentou atribuir ao viúvo da vítima, Benjamin Cordeiro Herdy, participação no planejamento do assassinato sem apresentar elementos que sustentassem a acusação.
A nova denúncia foi apresentada depois da conclusão das investigações que analisaram a possível participação do empresário no crime. De acordo com o Ministério Público, nenhuma prova foi encontrada para ligar Benjamin Herdy ao sequestro, assassinato ou ocultação do corpo da esposa.
Quando foi preso, em fevereiro de 2024, Lourival afirmou às autoridades que Benjamin teria sido o mandante do crime. A versão, no entanto, não encontrou respaldo durante a apuração realizada pelos investigadores ao longo dos últimos meses.
Diante da ausência de evidências, os promotores já haviam se manifestado pelo arquivamento do inquérito que investigava eventual envolvimento do viúvo. Agora, com a nova denúncia, o Ministério Público sustenta que Lourival fez uma acusação falsa ao atribuir a Benjamin a autoria intelectual do assassinato.
O desaparecimento da advogada Anic Herdy ocorreu em fevereiro de 2024 e mobilizou autoridades em uma investigação que teve grande repercussão nacional. Meses depois, em setembro daquele ano, o corpo da vítima foi localizado na Região Serrana do Rio de Janeiro.
Lourival Fadiga confessou posteriormente tanto o homicídio quanto a ocultação do cadáver. A partir da confissão, as autoridades aprofundaram as investigações para esclarecer a motivação do crime e identificar possíveis participantes.
Além de Lourival, também respondem ao processo os filhos dele, Henrique e Maria Luíza, além de Rebecca, apontada pelas investigações como amante do acusado. Todos são investigados por participação em diferentes etapas dos crimes relacionados ao caso.
O grupo foi denunciado inicialmente por extorsão mediante sequestro em maio de 2024. Meses depois, em novembro do mesmo ano, o Ministério Público apresentou um aditamento à denúncia, incluindo a acusação de homicídio triplamente qualificado.
As investigações apontam que o sequestro da advogada teria sido utilizado para obtenção de vantagem financeira antes da morte da vítima. A linha investigativa sustenta que o crime foi planejado para extorquir recursos da família.
Com a nova denúncia apresentada nesta sexta-feira, Lourival passa a responder também pela acusação de ter tentado envolver indevidamente Benjamin Herdy no planejamento do assassinato. Para o Ministério Público, a acusação feita contra o empresário não foi sustentada por provas ao longo da investigação.
O novo capítulo do Caso Anic reforça o entendimento das autoridades de que não existem elementos capazes de vincular o viúvo da advogada ao crime. A conclusão encerra uma das frentes investigativas abertas após a prisão do autor confesso.
Enquanto os processos seguem em tramitação na Justiça, o caso continua sendo acompanhado por familiares da vítima e pelas autoridades, que buscam responsabilizar todos os envolvidos nos crimes relacionados à morte de Anic Herdy.














