Na tarde desta terça-feira (22), casal é preso por maus-tratos contra animais em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. A prisão ocorreu após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra uma mulher jogando um cão no mar, no bairro Coroa Grande. No registro, outra pessoa observa a cena, embora não seja possível confirmar se se trata do companheiro da mulher.
Segundo informações da Polícia Militar, agentes do 24º BPM (Queimados) foram acionados após denúncias de vizinhos e se dirigiram à residência do casal, localizada no bairro Santa Teresa. No local, os policiais constataram condições insalubres, tanto para os animais quanto para os próprios moradores.
A Polícia Civil também participou da ação. De acordo com a 50ª DP (Itaguaí), que registrou a ocorrência, os agentes realizaram uma perícia no imóvel e confirmaram os indícios de maus-tratos. Diante da situação, o casal foi preso em flagrante.
Animais resgatados e sob cuidados da ONG
Após a prisão, os animais encontrados na casa foram resgatados e ficaram sob a tutela da ONG Força Tarefa Animal, que atua na proteção e reabilitação de cães e gatos vítimas de maus-tratos na região.
A entidade informou que os animais apresentavam sinais de negligência, como desnutrição e falta de cuidados básicos de higiene. A ONG destacou ainda que dará início ao processo de recuperação dos animais antes de disponibilizá-los para adoção responsável.
Crime de maus-tratos
O crime de maus-tratos contra cães e gatos é previsto pela Lei Federal nº 9.605/98, que estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais. Com a prisão em flagrante, o casal permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.
O vídeo que motivou a denúncia continua repercutindo nas redes sociais, gerando indignação entre internautas e defensores da causa animal. A Polícia Civil segue apurando se o casal já havia cometido outras ações semelhantes e se há mais animais sob risco.
A ONG Força Tarefa Animal reforçou a importância das denúncias anônimas para combater casos de crueldade e abandono. Cidadãos que presenciarem situações semelhantes podem acionar a polícia ou entrar em contato direto com entidades de proteção animal.














