Cães farejadores acham arma e 480 doses de drogas em Resende

Cadelas do Batalhão de Ações com Cães ajudaram a Polícia Militar a apreender uma pistola e centenas de doses de drogas em uma obra na Baixada da Olaria, em Resende, no Sul Fluminense, nesta quinta-feira (10).

A investida ocorreu no fim da tarde e fez parte de uma ação para sufocar o avanço do comércio ilegal de entorpecentes nos bairros periféricos do município.

Apreensão de pistola e drogas na Baixada da Olaria

Durante o patrulhamento de rotina entre 16h e 20h, os agentes da 3ª Companhia do Batalhão de Ações com Cães (BAC) percorriam a comunidade da Baixada da Olaria quando as cadelas farejadoras Electra e Zara mudaram o comportamento. Os animais sinalizaram que havia algo escondido na laje de uma construção em andamento na região.

Ao vasculharem a estrutura de concreto indicada pelas cadelas, os policiais militares encontraram uma sacola com um verdadeiro arsenal do tráfico. No local, foram recolhidos 236 pinos de cocaína, 212 trouxinhas de crack, 27 porções de maconha e cinco frascos de lança-perfume, prontos para a venda.

Além de todo o material entorpecente, a equipe da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro localizou uma pistola da marca Glock, calibre .40, com a numeração raspada. Também foram apreendidos três carregadores e 25 munições intactas do mesmo calibre. A retirada dessa arma de circulação evita novos confrontos na comunidade e reduz os riscos para as famílias da região.

Como os cães farejadores localizaram o esconderijo

O uso de cães treinados é uma das estratégias mais eficazes do Batalhão de Ações com Cães para localizar material ilícito oculto em locais de difícil acesso. Em canteiros de obras, lajes abertas, terrenos baldios ou mata fechada, os suspeitos costumam esconder pistolas e entorpecentes em frestas de tijolos e buracos para tentar escapar do flagrante no momento das abordagens.

As cadelas Electra e Zara possuem treinamento específico para identificar o odor do material sintético e dos produtos químicos usados no refino das drogas, além do cheiro característico de óleos de manutenção de armas de fogo. Assim que o animal indica o ponto exato, a equipe do BAC faz a varredura manual e realiza o recolhimento seguro de todo o material.

A operação cumpriu a Ordem de Operações nº 154/26 e seguiu as diretrizes operacionais estabelecidas pelo Comando de Operações Especiais (COE). Esse tipo de patrulhamento direcionado busca desarticular a infraestrutura de grupos criminosos sem a necessidade de confrontos diretos em áreas habitadas.

Como fica a região da Baixada da Olaria nos próximos dias

Após a ação do BAC, o patrulhamento no bairro Baixada da Olaria e nos arredores segue reforçado por equipes do 37º Batalhão de Polícia Militar, responsável pela segurança na região de Resende, Itatiaia, Porto Real e Quatis. O objetivo é manter a ordem e evitar reações de grupos criminosos após a perda do material.

A rotina dos moradores da comunidade segue normal. As rotas de ônibus que atende o bairro continuam operando sem alterações na frota ou nos horários. Os postos de saúde da família e as escolas municipais da região mantêm o funcionamento normal ao longo de todo o dia.

Quem precisa circular pela Baixada da Olaria deve manter a atenção normal nos deslocamentos diários. A presença policial ostensiva deve continuar reforçada nos pontos de maior movimento para garantir a tranquilidade dos trabalhadores e estudantes da localidade.

Quem responde por isso e como funciona a investigação

Todo o material recolhido na obra em construção foi levado para a delegacia da região, onde a ocorrência foi registrada oficialmente como tráfico ilícito de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Por ser uma arma com numeração suprimida, o crime é considerado de gravidade elevada.

Nenhum suspeito foi preso durante a ação na laje da construção. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro assume agora as investigações para identificar quem era o responsável pela guarda da pistola e das drogas apreendidas. O canteiro de obras passará por perícia para checar se o dono do imóvel tem ligação com o crime ou se a construção abandonada estava sendo usada sem o conhecimento do proprietário.

A pistola Glock .40 passará por exames balísticos no instituto de criminalística. Os peritos vão checar se a arma foi utilizada em homicídios ou roubos recentes registrados no município de Resende e na região do Médio Paraíba.

Como denunciar atividades suspeitas na sua rua

A colaboração da população é fundamental para fechar o cerco contra a criminalidade e garantir que bairros residenciais fiquem livres do tráfico. Caso você note movimentações suspeitas em obras abandonadas, terrenos vagos ou imóveis fechados na sua rua, faça a denúncia sem se expor.

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: Ligue para o telefone (21) 2253-1177. O serviço atende 24 horas por dia, todos os dias da semana, com garantia de sigilo absoluto. O denunciante não precisa se identificar.
  • Atendimento para o interior: Quem mora fora do Grande Rio também pode usar o número 0800-0227-011 para repassar informações diretamente aos analistas.
  • Aplicativo ou site oficial: É possível enviar fotos, vídeos e detalhes do local pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ” ou pelo portal oficial do serviço na internet.
  • Emergências da Polícia Militar: Se a situação estiver acontecendo no momento e houver risco imediato, ligue para o telefone 190 da PM. O atendimento dispatcha a viatura mais próxima para o local.
Limpatech