Brasileira é desclassificada de concurso internacional por corpo “musculoso demais”

Wanessa Angell

A musa fitness e nutricionista brasileira Wanessa Angell viveu uma inesperada e polêmica desclassificação do concurso internacional em que representava o Brasil. O evento, reconhecido mundialmente, eliminou a concorrente sob a justificativa de que seu biotipo era “musculoso demais” para os padrões adotados na competição, segundo a própria modelo.

Wanessa relatou ter sido informada pouco antes de embarcar para a etapa final do concurso internacional que estava fora da disputa por motivo ligado à sua forma física. “Frustrada, o sentimento é esse. Foram várias etapas no Brasil, e, prestes a embarcar para a final, a organização me disse que eu estava desclassificada. Foi um choque. Eu me preparei, cuidei do corpo e da mente para representar o Brasil, e ser eliminada por causa do meu físico foi inacreditável”, desabafou.

Segundo ela, o regulamento do evento não previa explicitamente critérios para esse tipo de biotipo, o que torna a medida controversa. “Falam sobre inclusão, sobre aceitar todos os tipos de beleza, mas quando aparece uma mulher forte, com músculos definidos, o discurso muda. Isso é hipocrisia. É preconceito estético”, afirmou.

Com um histórico sólido no universo dos concursos — incluindo títulos nacionais e internacionais relacionados à beleza e à boa forma — Wanessa destacou que o episódio marcou o fim de sua carreira nessas competições. “Não me arrependo de nada. Tenho orgulho do meu corpo e da mulher que sou, da mãe, da atleta, da profissional. Ser fitness é um estilo de vida, não um defeito. Prefiro perder um título do que mudar quem eu sou para caber num padrão”, declarou.

O caso reacende uma discussão mais ampla sobre os parâmetros de beleza vigentes nesses concursos e o lugar que mulheres com físico atlético ou musculoso ocupam nesses espaços. A discordância entre o discurso público de diversidade e os fatos reais da exclusão enfrenta um novo foco de crítica.

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