Brasil x Marrocos marca, neste sábado (13), o primeiro passo da Seleção Brasileira na busca pelo hexacampeonato mundial. A partida será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, região próxima a Nova York, e coloca frente a frente duas seleções que chegam ao torneio com expectativas altas.
A estreia brasileira acontece 32 anos depois da conquista do tetra nos Estados Unidos, país que voltou a receber a Copa do Mundo e que guarda uma memória especial para o futebol nacional. Agora, a Seleção retorna ao mesmo território com um novo comandante e a missão de encerrar o longo jejum sem títulos mundiais.
O jogo também tem um peso simbólico para Carlo Ancelotti. Em 1994, o treinador italiano fazia parte da comissão técnica da Itália, derrotada pelo Brasil na decisão daquele Mundial. Agora, ele volta aos Estados Unidos em uma posição completamente diferente: como técnico da Seleção Brasileira e responsável por liderar o projeto do hexa.
Ancelotti tenta repetir fórmula campeã
Desde que assumiu o Brasil, Ancelotti tem trabalhado para dar mais equilíbrio à equipe. A ideia do treinador é construir um time seguro defensivamente, compacto sem a bola e capaz de explorar a qualidade técnica dos jogadores de ataque quando tiver espaço.
O modelo lembra, em alguns pontos, a Seleção de 1994, comandada por Carlos Alberto Parreira, que priorizava organização, força coletiva e eficiência. Para Ancelotti, o controle do jogo não depende apenas da posse de bola, mas principalmente da capacidade de dominar os momentos decisivos da partida.
Por isso, a expectativa é de uma Seleção mais pragmática, sem abrir mão do talento individual. O objetivo é evitar riscos desnecessários e transformar a experiência do treinador em uma vantagem competitiva ao longo da Copa.
Vinicius Júnior assume protagonismo
A Copa do Mundo de 2026 chega como um momento importante na trajetória de Vinicius Júnior com a camisa da Seleção. Sem Neymar, o atacante do Real Madrid passa a ser tratado como a principal referência técnica do Brasil.
Em 2022, Vini ainda dividia os holofotes com nomes mais experientes. Agora, chega ao Mundial em outro patamar, mais maduro, decisivo e acostumado a grandes jogos no futebol europeu.
A relação com Ancelotti também aumenta a confiança em torno do camisa brasileiro. Foi sob o comando do treinador italiano, no Real Madrid, que Vinicius Júnior viveu alguns dos melhores momentos da carreira, conquistou títulos importantes e se consolidou entre os principais jogadores do mundo.
O desafio, desta vez, é transformar esse rendimento em protagonismo também pela Seleção, especialmente em uma competição marcada pela pressão e pela cobrança por resultados.
Marrocos chega credenciado
Apesar da tradição brasileira, a estreia não é vista como um compromisso simples. Marrocos chega para a Copa com moral elevada e disposto a provar que a grande campanha feita em 2022 não foi um caso isolado.
A seleção africana conta com jogadores que atuam em clubes importantes da Europa e mantém uma base competitiva, com nomes como Hakimi, Brahim Díaz e Saibari. O time também vive uma sequência positiva e chega embalado por conquistas recentes no cenário continental.
Esse conjunto faz de Marrocos um adversário perigoso, capaz de pressionar o Brasil logo na abertura da caminhada no Grupo C. A equipe marroquina combina intensidade, organização e talento individual, características que exigem atenção máxima da defesa brasileira.
Pressão dividida
Durante a preparação, Ancelotti procurou tirar o peso excessivo de um único jogador. A mensagem do treinador é que a Seleção precisa dividir responsabilidades dentro de campo, sem transformar Vinicius Júnior no único encarregado de decidir.
A avaliação é de que o Brasil não tem, neste momento, uma figura com o peso histórico de Pelé, Romário ou Ronaldo em Copas anteriores. Por outro lado, pode encontrar força em um elenco mais coletivo, com funções bem distribuídas e capacidade de competir em alto nível.
Essa construção passa por equilíbrio emocional, disciplina tática e aproveitamento das oportunidades. Para o treinador, a força do grupo será essencial para que os talentos individuais apareçam de forma natural.
Primeiro passo rumo ao sonho
A estreia contra Marrocos representa mais do que a disputa pelos primeiros três pontos. O confronto serve como teste imediato para medir o estágio da Seleção Brasileira sob o comando de Ancelotti e para entender até onde o time pode chegar na competição.
Com um elenco renovado, um técnico multicampeão e a responsabilidade de carregar a camisa pentacampeã, o Brasil inicia sua trajetória cercado de expectativa. A busca pelo hexacampeonato começa em solo norte-americano, no mesmo país onde a Seleção escreveu um dos capítulos mais marcantes de sua história.














