Dias atrás, enquanto cortava meu cabelo lá na Martins Baião, no Vila Lage (SG), conheci o Victor Hugo Gonçalves dos Santos – o vhX ( @vhx_xis ), jovem cantor dos estilos Trap/Boombap.
No auge de seus 24 anos, o jovem carioca já marca presença nos principais espaços da cena musical do Rio. vhX se encontra baseado aqui na cidade de São Gonçalo, onde, segundo ele mesmo, se envolveu mais com a música e percebeu a possibilidade de influenciar o mundo com sua arte. Se filiou ao boombap, estilo muito famoso no universo americano desde os anos 1980.
O estilo se tornou uma febre nos Estados Unidos. O boom bap foi popularizado por KRS-One e seu álbum Return of the Boom Bap. Este álbum representa um marco e atingiu seu pico na parada semanal de álbuns dos Estados Unidos. O estilo vem conquistando inúmeros fãs no mundo todo, sempre com tons de crítica social e originalidade no som que produz. vhX, por exemplo, se filia na linha daqueles que falam sobre o cotidiano e cada batida é acompanhada de uma rima potente. Sua música pretende fazer todos que ouvirem pensem e reflitam: ela é uma forma de “atuar socialmente, passando uma nova visão da realidade”, diz ele. Vale a pena conferir o trabalho dele nas redes sociais.
“Eu acredito muito que as minhas músicas retratam o cotidiano de pessoas reais, falam aquilo que muitas vezes elas não podem dizer. Cada verso que eu elaboro nasceu de um conjunto enorme de experiências que eu acho que precisam ser faladas. Eu quero chegar ao ponto de elas fazerem quem ouvir sentir e refletir – uma abertura da mente. Até porque eu faço músicas de dentro para fora.” Diz nosso entrevistado.
Com vhX fico pensando que uma das belezas da vida é a possibilidade de encontros inspiradores acontecerem nos locais onde menos esperamos por eles. Desde o começo dos meus textos nessa coluna, tenho experimentado isso de perto, conversando por todos os lugares pelos quais passo.
Afinal, andar assim é sempre uma oportunidade de aprender. Por onde você tem passado? Os cinemas, os teatros, as escolas, as igrejas, os terreiros, as praças, os ônibus… sempre passamos por algum lugar e precisamos estar atentos para a potência disso. Neles sempre há pessoas. É isso! Sempre há pessoas, de carne e osso, que podem nos trazer novos pontos de vista. É muita gente interessante, inspiradora e batalhadora.
Com eles, tenho aprendido as novidades e o quanto a cultura é o instrumento mais perto das nossas mãos para transformar o mundo que nos cerca.














