Bomba fraudada no Rio levou à interdição total de um posto de combustíveis no Engenho Novo, na Zona Norte, após fiscais encontrarem um dispositivo eletrônico capaz de alterar remotamente a quantidade de combustível registrada no painel. A fraude fazia o consumidor acreditar que estava abastecendo uma determinada litragem, mesmo com a possibilidade de receber menos do que havia pago.
A irregularidade foi descoberta durante uma operação conjunta da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, do Procon-RJ, do Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Rio de Janeiro, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e do Comando de Polícia Ambiental.
Durante a fiscalização, técnicos do IPEM localizaram o equipamento eletrônico acoplado às três bombas do estabelecimento. Segundo os órgãos envolvidos, o dispositivo permitia manipular as informações exibidas no painel e alterar a litragem apresentada ao motorista no momento do abastecimento.
Diante do indício de fraude eletrônica, o posto foi totalmente interditado. O caso é tratado como crime contra o consumidor e infração às normas de medição e comercialização de combustíveis.
O secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, afirmou que o esquema tinha alto grau de sofisticação e poderia causar prejuízo direto aos consumidores. Segundo ele, a prática também pode afetar a arrecadação de impostos e comprometer investimentos públicos em áreas essenciais.
Em nota sobre a fiscalização, Rogério Pimenta declarou:
“O que identificamos foi uma fraude sofisticada, com uso de tecnologia para enganar diretamente o consumidor. A pessoa acredita que está abastecendo determinada quantidade de combustível, mas pode estar levando menos do que pagou. É um golpe silencioso, difícil de ser percebido no dia a dia, e extremamente grave“, afirmou o secretário.
O uso de dispositivos eletrônicos para adulterar bombas de combustíveis já foi identificado em outros postos do estado, segundo os órgãos de fiscalização. A nova interdição acende um alerta para motoristas e para o setor, especialmente diante da dificuldade de o consumidor perceber esse tipo de golpe durante o abastecimento.
As autoridades devem seguir acompanhando o caso e ampliando as ações de fiscalização para identificar possíveis fraudes semelhantes em outros estabelecimentos.














