A jovem Bianca Duarte Franco, conhecida pelos apelidos “Fielzinha do 41” ou “Filha do 41”, foi presa nesta sexta-feira (2) em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A ação foi realizada em uma operação conjunta das polícias civis do Rio de Janeiro e do Pará, no âmbito da Operação Parabellum, que mira integrantes do Comando Vermelho. Bianca ficou conhecida após uma imagem sua ostentando um fuzil em um baile funk no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, circular nas redes sociais.
A operação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). Além de Bianca, outras duas mulheres foram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico: Layane Tharlita Santos Santana, natural do Pará, e Kalita Eduarda Ataíde, do Distrito Federal.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Facções Criminosas (DRFC) do Pará, Bianca Duarte Franco tinha um mandado de prisão preventiva expedido por integrar o braço da facção no estado paraense. A jovem era responsável por recrutar novos membros da facção, atuando como uma espécie de “RH” da organização, conforme explicaram os investigadores.
A prisão aconteceu em uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho em Cabo Frio. As autoridades identificaram que o local servia como base de operação de traficantes que migraram de outros estados para o Rio de Janeiro. A prisão de Bianca representa mais um passo na repressão à expansão dessas organizações.
Layane, que foi presa junto com Bianca, desempenhava a função de “mula” do grupo criminoso, encarregada de transportar drogas entre diferentes comunidades de forma discreta. Segundo os policiais, ela recebia ordens diretas da “Fielzinha do 41”. Já Kalita atuava na ponta da operação, sendo a responsável por comercializar os entorpecentes localmente.
Com a prisão de Bianca Duarte Franco, a Operação Parabellum chega à marca de 35 mandados de prisão preventiva cumpridos desde o dia 18 de abril. A ação desta sexta-feira teve o apoio da 64ª DP (São João de Meriti), do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e do Núcleo de Inteligência Policial (NIP).
A DRFC destacou que o trabalho de inteligência revelou uma tendência de migração de membros do Comando Vermelho vindos do Norte do país para comunidades fluminenses. O objetivo da operação, segundo os investigadores, é conter essa movimentação, desarticular núcleos de comando e impedir a atuação interestadual da facção.
A atuação articulada entre as polícias do Rio e do Pará mostra a importância da integração no combate às facções. As autoridades reforçam que novas fases da operação estão previstas e que o monitoramento das atividades criminosas segue em andamento nos dois estados.
Além das prisões, foram apreendidos celulares, documentos e uma quantia de dinheiro em espécie. O material será analisado para identificar novos envolvidos e possíveis ramificações da organização.
A Justiça do Pará já foi comunicada da prisão de Bianca Duarte Franco, que será transferida para o estado para responder pelos crimes atribuídos a ela. As outras duas presas permanecerão à disposição da Justiça fluminense.














