Bebê morre após atendimento em UPA e caso é investigado por possível negligência

125 DP

A morte de bebê em UPA da Região dos Lagos levou o Governo do Estado do Rio a abrir uma sindicância para apurar o atendimento prestado à criança de 1 ano e 11 meses na UPA Pediátrica de São Pedro da Aldeia. A menina morreu após ser transferida ao Hospital Pediátrico Lagos (HP Lagos), na madrugada do último dia 28 de julho. O caso também está sendo investigado pela 125ª DP (São Pedro da Aldeia), sob suspeita de negligência médica.

Em nota, a Fundação Saúde lamentou a perda, se solidarizou com os familiares e informou que disponibilizou o prontuário da paciente. “Todas as providências estão sendo tomadas para garantir uma apuração transparente e responsável. A entidade reitera seu compromisso em prestar todos os esclarecimentos necessários à família”, declarou a instituição.

A bebê era moradora de Tomás Coelho, na Zona Norte do Rio, e estava em férias com a família na casa da avó, no distrito de Unamar, em Cabo Frio. No dia 24 de julho, ela e a irmã gêmea apresentaram sintomas leves de virose e foram levadas à UPA. Segundo os pais, após exames, a médica prescreveu medicação e orientou que voltassem à unidade se os sintomas persistissem.

No dia 27, a criança apresentou piora no quadro respiratório e retornou à UPA. A família relata que, durante o atendimento, um médico apontou acúmulo de secreção e indicou nebulização e lavagem nasal. No entanto, antes desses procedimentos, uma medicação intravenosa foi aplicada. Assim que a máscara de nebulização foi posicionada, a mãe notou que a filha ficou “molenga” e ouviu de uma enfermeira que isso poderia ser sinal de desidratação.

A bebê foi levada às pressas para a Sala Vermelha da unidade. Ainda segundo a mãe, ouviu-se médicos comentando sobre a falta de medicamentos adequados. A menina começou a revirar os olhos, teve convulsões e foi encaminhada ao HP Lagos, onde chegou em estado grave, com diagnóstico de sepse pulmonar e choque séptico. Após ser entubada, sofreu uma parada cardíaca e morreu. A família foi informada por uma assistente social que a criança havia sofrido diversas paradas, incluindo uma com duração de 25 minutos.

A bebê foi enterrada no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, no sábado (9), dois dias após a data em que completaria dois anos de idade. O corpo havia sido liberado do IML de Cabo Frio na quarta-feira (6).

A Secretaria Estadual de Saúde informou que, no primeiro atendimento, a bebê apresentava sintomas gripais e passou por exames laboratoriais, sem necessidade de suporte ventilatório. No segundo atendimento, com piora, foi diagnosticada com bronquiolite e encaminhada ao CTI.

O Hospital Pediátrico Lagos informou que a criança chegou em parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou manobras de reanimação, incluindo entubação, uso de adrenalina e ventilação mecânica. A declaração de óbito foi emitida na própria unidade, e uma assistente social prestou orientações legais à família.

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