O balão cai em hospital em São Gonçalo e provoca tumulto na emergência na manhã deste domingo (27), após atingir a entrada do Hospital Estadual Alberto Torres, na Região Metropolitana do Rio. O episódio gerou correria e preocupação entre pacientes e funcionários da unidade.
Com cerca de 20 metros, o balão caiu próximo à área da emergência e na lateral do heliponto, obrigando ambulâncias a redirecionarem o atendimento para o Centro de Trauma. A situação alterou momentaneamente a rotina do hospital.
Após a queda, dezenas de motoqueiros invadiram a área hospitalar na tentativa de recuperar o equipamento. Funcionários responsáveis pelo controle de acesso tentaram impedir a entrada, mas os homens escalaram o muro e a placa de identificação da unidade, aumentando o tumulto.
O incidente também afetou uma residência nas proximidades. A estrutura do balão, conhecida como cangalha, atingiu o imóvel, destruindo parte do telhado e danificando uma caixa d’água.
Dentro do hospital, o clima foi de apreensão. Pacientes que aguardavam atendimento, incluindo idosos e crianças, demonstraram preocupação diante da movimentação intensa e da invasão ao local.
Segundo a direção da unidade, havia 243 pacientes internados no momento do ocorrido. A equipe médica também atendia diversas ocorrências simultâneas, como vítimas de acidentes de moto, pacientes com queimaduras, casos de queda e pessoas feridas por arma de fogo.
O tumulto durou cerca de uma hora até que a situação fosse controlada. A Polícia Militar informou que foi acionada, mas ao chegar ao local não houve necessidade de intervenção, pois o cenário já estava sob controle.
A soltura de balões é considerada crime ambiental no Brasil, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). A prática pode resultar em pena de até três anos de prisão, além de multa, e representa risco à segurança de pessoas, residências e estruturas públicas.














