A jovem bailarina Vitoria Barros, de 17 anos, está desaparecida há cinco dias, desde a manhã do último dia 13 de maio, após sair de casa no bairro Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. Sem portar celular, ela teria saído para ir à escola, mas não chegou ao destino. O caso é investigado pela Polícia Civil, e a família segue em busca de informações que levem ao paradeiro da adolescente.
Segundo imagens obtidas por familiares, câmeras de segurança de um comércio próximo à residência registraram Vitoria entrando em um ônibus pela manhã. Ela vestia calça jeans, camisa da escola, tênis brancos e levava uma mochila cinza. A estudante cursa o ensino médio em uma escola estadual no Leblon, Zona Sul do Rio, e tem rotina diária que inclui aulas no período da manhã e treinos de balé no contraturno, no Centro da cidade.
A mãe da jovem, Joana Darc da Silva, de 53 anos, contou que começou a se preocupar ao notar a demora da filha para retornar para casa. Após ligar para a escola e o estúdio de dança, foi informada de que Vitoria não havia comparecido a nenhum dos dois locais naquele dia. Diante disso, procurou a polícia e registrou o desaparecimento. Segundo a mãe, a filha nunca havia sumido antes, sempre avisava quando dormiria fora e não demonstrava qualquer tipo de conflito familiar.
“Percebi que, há cerca de um mês, ela estava mais quieta, mas tínhamos uma boa relação e sempre dei liberdade para falar sobre seus problemas ou desafios. Ela é uma excelente bailarina, faz balé desde os 3 anos de idade, tem uma viagem marcada para um festival em agosto no Sul do Brasil e não tinha motivos para sair de casa. Estamos aflitos com a falta de informações, mas confiamos no trabalho das autoridades e vamos seguir as buscas até encontrá-la”, declarou Joana Darc, em depoimento ao Jornal O Dia.
A jovem é bailarina profissional, integrante de companhias que se apresentam em diversas cidades do Brasil, e vinha se preparando para novos compromissos de agenda. De acordo com a mãe, a rotina da filha era intensa, mas ela demonstrava prazer e dedicação com a dança.
Um ponto levantado nas investigações foi a informação de que uma funcionária do estúdio de balé teria visto Vitoria Barros entrando no prédio acompanhada de um homem alto e moreno. A mesma pessoa relatou que viu a adolescente saindo minutos depois com o mesmo homem. Os familiares, porém, afirmam não conhecer ninguém com esse perfil entre os amigos ou possíveis relacionamentos de Vitoria.
Até o momento, a identidade desse homem é desconhecida, e ele se tornou peça-chave nas investigações. A polícia segue coletando imagens de segurança e buscando depoimentos de testemunhas que possam ajudar a entender o que aconteceu com a jovem. Informações não confirmadas apontam que ela pode ter mantido contato com pessoas de fora da rotina familiar nos últimos dias, mas nenhuma pista concreta foi divulgada até agora.
O irmão mais velho de Vitoria, de 30 anos, também participa ativamente das buscas e tem mobilizado redes sociais e grupos comunitários em busca de qualquer pista. A família faz um apelo para que qualquer pessoa que tenha visto a adolescente entre os dias 13 e 18 de maio entre em contato com a polícia.
A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) é responsável pelo caso e mantém o inquérito em sigilo para não atrapalhar o andamento das diligências. A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima através do Disque-Denúncia pelo telefone 2253-1177.
A comoção em torno do desaparecimento de Vitoria Barros tem crescido nas redes sociais, com bailarinos, professores e colegas de dança compartilhando imagens da jovem e mensagens de apoio à família. A mãe segue internamente abalada, mas diz que não vai desistir: “Vou procurar minha filha até o fim. Sei que ela está em algum lugar e vamos encontrá-la.”














