Dois homens morreram e um terceiro ficou ferido após criminosos em uma motocicleta fuzilarem um carro na noite de quinta-feira (22), na Rua André Rocha, na Taquara, Zona Oeste do Rio. O ataque assustou quem voltava para casa e gerou reforço policial imediato.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, saídas do quartel da Barra da Tijuca, foram acionadas exatamente às 18h20 para prestar socorro na altura da comunidade da Biquinha. Ao chegarem ao endereço, os militares constataram a morte de dois ocupantes dentro do automóvel. A terceira vítima recebeu os primeiros socorros ainda na pista e foi levada com vida para a emergência do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O estado de saúde da pessoa internada não foi divulgado pela unidade de saúde.
Carro alvejado e pânico na Rua André Rocha
Moradores e motoristas que passavam pela Rua André Rocha viveram momentos de desespero durante o ataque. Criminosos emparelharam a motocicleta ao lado do veículo e efetuaram dezenas de tiros à queima-roupa. Imagens registradas por pedestres logo após os disparos mostram o para-brisa frontal e as janelas laterais do automóvel completamente perfurados pelos projéteis.
Policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá) isolaram o trecho para o trabalho dos peritos da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Segundo a corporação, não havia operação policial em andamento no bairro na hora da investida. A identificação dos homens mortos e da vítima socorrida ainda não foi confirmada pelas autoridades, e os corpos foram recolhidos para o Instituto Médico-Legal (IML) do Centro.
Guerra territorial assusta moradores de Jacarepaguá
O ataque na Taquara expõe a intensa rotina de confrontos que atinge os bairros da Zona Oeste carioca. A região da Taquara e das comunidades vizinhas em Jacarepaguá é cenário de disputa contínua entre traficantes da facção criminosa Comando Vermelho e grupos de milicianos que cobram taxas ilegais de moradores e comerciantes locais.
O crime desta quinta-feira aconteceu bem próximo ao local onde, na noite anterior, o motorista de aplicativo Luiz Fernando Santos, de 46 anos, foi baleado na cabeça na região da Colônia. Familiares do motorista relataram que ele também foi abordado por ocupantes de uma motocicleta e pode ter sido confundido com milicianos durante uma corrida de rotina. Essa sequência violenta mantém motoristas e pedestres em alerta máximo nas principais vias de ligação entre Jacarepaguá, Curicica e Taquara.
Como fica a rotina da região após o tiroteio
O policiamento foi reforçado pelo 18º BPM em toda a extensão da Rua André Rocha e nos acessos à comunidade da Biquinha. Rondas com viaturas e pontos de baseamento móvel operam para evitar novas investidas armadas entre grupos rivais.
O trânsito na via principal sofreu retenções durante o trabalho da perícia técnica no final da noite, mas as faixas foram liberadas durante a madrugada. As linhas de ônibus municipais e vans circulam em seus itinerários habituais nesta sexta-feira, embora os passageiros relatem apreensão nos pontos de parada. O comércio no entorno segue funcionando, mantendo atenção aos alertas e ao patrulhamento ostensivo que circula pelas esquinas.
Quem responde pela investigação do caso
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sediada na Barra da Tijuca, assumiu oficialmente as apurações do caso. Agentes do setor de inteligência da unidade realizam diligências de campo, buscam imagens gravadas por câmeras de segurança de imóveis da Rua André Rocha e recolhem depoimentos para esclarecer a autoria e os motivos dos assassinatos.
O comando do 18º BPM informou que segue em contato direto com a polícia judiciária para abastecer o mapeamento de manchas criminais no bairro. As autoridades tentam confirmar se as vítimas possuíam antecedentes criminais ou se foram alvo de emboscada ligada ao confronto de facções rivais pelo controle dos pontos da Zona Oeste.
Como denunciar movimentações suspeitas
A população pode ajudar as investigações com informações sobre a rota de fuga da motocicleta ou a identificação dos atiradores de forma totalmente anônima e segura. O Disque Denúncia do Rio atende pelo telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia, ou pelo canal de mensagem pelo WhatsApp no mesmo número. As denúncias também podem ser cadastradas pelo aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ”.
Para emergências imediatas ou situações de tiroteio em andamento, o morador deve acionar o número 190 da Central da Polícia Militar. Quem presenciou a cena ou teve bens atingidos por estilhaços pode procurar pessoalmente a 32ª DP (Taquara), delegacia distrital da área, localizada na Estrada Rodrigues Caldas, para prestar informações complementares e registrar a ocorrência.
Foto: R7 Rio (raspagem)















