Agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prenderam nesta quinta-feira, no bairro de Benfica, na Zona Norte, um homem apontado como olheiro de uma quadrilha especializada no crime de saidinha de banco na capital fluminense.
A investigação conduzida pela 9ª DP (Catete) aponta que o homem escolhia pessoas que realizavam saques em dinheiro vivo no interior de agências bancárias. Em seguida, ele repassava a descrição das vítimas aos cúmplices armados do lado de fora.
Esquema mirava clientes de agências na Zona Sul e na Barra da Tijuca
Segundo a 9ª DP, o preso foi identificado em ao menos cinco assaltos com o mesmo padrão. Um dos casos mais graves sob apuração é a tentativa de latrocínio contra a arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos. O crime ocorreu no dia 15 de outubro, no bairro do Leblon, na Zona Sul, após a vítima ter sido abordada e baleada pelos criminosos.
As apurações policiais apontam que o homem agia diretamente no interior dos estabelecimentos financeiros. Em um dos roubos investigados, ocorrido em março deste ano em uma agência no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, ele foi filmado observando atentamente o cliente no balcão. Na ocasião, o suspeito tirou uma foto da vítima com o telefone celular e enviou o registro imediatamente aos outros integrantes do bando, que aguardavam a saída da pessoa para efetuar a abordagem na rua.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela delegacia mostraram que o investigado costumava usar roupas parecidas nas ações. O uso frequente de um boné na cor verde-oliva e de uma camisa em tom creme facilitou a identificação visual pelos investigadores.
A polícia reuniu dados que apontam a atuação desse mesmo grupo criminoso em pelo menos quatro ocorrências registradas ao longo do mês de agosto. As ações aconteceram em bairros de grande movimento comercial e bancário, como Copacabana e Flamengo, ambos na Zona Sul, além da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade.
O que já se sabe sobre a apuração
O homem capturado em Benfica era a peça inicial do esquema, operando discretamente entre os clientes comuns das agências. O trabalho consistia em identificar quem saía com quantias altas nos caixas e coordenar a rota dos atiradores e motociclistas pelo celular.
A Polícia Civil informou que as diligências permanecem em andamento para localizar os demais participantes do bando que atuaram nos roubos armados e na agressão à idosa no Leblon. O preso foi conduzido ao sistema prisional e segue à disposição do Poder Judiciário.
Como denunciar ações criminosas
Informações que ajudem a identificar e localizar os outros integrantes dessa quadrilha de roubo a clientes bancários podem ser repassadas às autoridades de forma totalmente sigilosa.
O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, com garantia de anonimato. Também é possível colaborar diretamente com os agentes da 9ª DP (Catete), situada na Rua Pedro Américo, número 1, pelo telefone oficial da unidade policial.
O que fazer se você for vítima ou presenciar o crime
Pessoas abordadas em situações de roubo na saída de bancos devem acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do telefone 190 para cerco na região. O registro formal da ocorrência deve ser feito na delegacia de Polícia Civil mais próxima do local do fato.
Para agilizar o atendimento presencial na delegacia, a vítima deve apresentar documento oficial com foto e, se possível, os comprovantes bancários do atendimento ou extratos que ajudem a delimitar a hora e o local exato do saque. Também é possível iniciar a confecção do boletim por meio do portal oficial da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.















