Assassinato na Taquara pode estar ligado à disputa entre milicianos

Delegacia de Homicídios da Capital (DHC)

O assassinato na Taquara pode estar ligado à disputa entre milicianos, segundo as primeiras informações apuradas pela polícia. A Delegacia de Homicídios da Capital investiga a morte de um homem ocorrida no fim da tarde desta segunda-feira (29), no Jardim Boiúna, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

De acordo com relatos colhidos no local, a vítima foi baleada nas proximidades da Rua dos Biólogos. Testemunhas informaram que o homem estaria realizando cobranças a moradores do bairro quando dois suspeitos armados desembarcaram de um carro preto, efetuaram os disparos e fugiram em seguida.

Equipes do 18º BPM foram acionadas e isolaram a área para os trabalhos de perícia. Agentes também buscam imagens de câmeras de segurança da região que possam auxiliar na identificação dos envolvidos e na reconstituição da dinâmica do crime.

A investigação apura se o assassinato na Taquara tem relação com disputas entre grupos milicianos que atuam no bairro e em áreas vizinhas. A polícia avalia a possibilidade de a vítima integrar uma dessas organizações, hipótese que ainda está sendo analisada.

A Taquara convive há mais de duas décadas com um cenário marcado pela atuação de milícias, que disputam controle territorial e exploração econômica por meio de cobranças clandestinas e extorsões. Nos últimos anos, a região também passou a registrar tentativas de expansão de grupos ligados ao tráfico de drogas, o que intensificou conflitos e episódios de violência.

Em 2025, a Polícia Civil realizou operações para enfraquecer a atuação desses grupos. Em junho, uma mulher apontada como tesoureira de uma milícia local foi presa na Taquara, suspeita de arrecadar valores por meio de associações de moradores. Já em setembro, agentes prenderam suspeitos de extorquir comerciantes na Estrada do Catonho.

As investigações seguem em andamento para esclarecer a motivação do crime e identificar os autores do assassinato na Taquara. Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações.

Limpatech