O julgamento de Zhaohu Qiu, de 35 anos, acusado e confesso pelo assassinato de Marcelle Júlia, tem início nesta quarta-feira (12), às 14h, no Rio de Janeiro. O crime aconteceu em junho, na Pavuna, Zona Norte da cidade, e gerou forte comoção pela crueldade e pelas circunstâncias em que o corpo da jovem foi encontrado.
Marcelle Júlia Araújo da Silva, de 18 anos, desapareceu na madrugada do dia 12 de junho. Dias depois, amigas da vítima localizaram seu corpo enrolado em uma lona azul, dentro de uma casa em obras pertencente ao acusado. A residência ficava a poucos metros do local onde ela havia sido vista pela última vez.
Após o crime, Zhaohu fugiu para São Paulo, mas foi preso três dias depois graças à troca de informações entre as polícias civis dos dois estados. Em depoimento, o comerciante confessou o homicídio e admitiu ter tentado ocultar o corpo. Ele contou que usou um carrinho de mão para transportar a jovem até o imóvel onde a deixou escondida.
As investigações concluíram que Zhaohu responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Um amigo do acusado, que morava com ele, também foi indiciado por omissão de socorro, após a polícia confirmar que ele sabia do crime e não alertou as autoridades.
Câmeras de segurança registraram Marcelle entrando na casa do acusado por volta das 2h18 da madrugada. Poucas horas depois, às 7h10, o homem foi flagrado empurrando um carrinho coberto por uma lona azul — o mesmo material encontrado na cena do crime.
Durante as buscas, familiares e amigos da jovem se mobilizaram por conta própria para localizar Marcelle, divulgando fotos e organizando mutirões nas redes sociais. O caso causou grande repercussão e reforçou o debate sobre a violência de gênero e o aumento de casos de feminicídio no estado.
O julgamento desta quarta-feira deve contar com depoimentos de testemunhas e familiares da vítima. A sentença será proferida após a análise do júri popular.














