Passageiros fazem vaquinha após ônibus barrado na Linha Amarela por falta de pagamento

ônibus barrado na Linha Amarela

Um ônibus barrado na Linha Amarela causou transtornos aos passageiros na noite de segunda-feira (10), no Rio de Janeiro. O veículo da linha 315 (Central–Recreio), da empresa Real Auto Ônibus, ficou parado por cerca de 30 minutos na praça de pedágio da Lamsa, em Água Santa, após a tag de pagamento eletrônico ser bloqueada por falta de quitação de dívidas anteriores da empresa.

Segundo relatos dos passageiros, o motorista tentou contato com a empresa para resolver a situação, mas não obteve retorno imediato. Diante da demora e da impossibilidade de seguir viagem, o grupo decidiu se unir para fazer uma vaquinha e arrecadar o valor necessário para liberar a passagem. Ao todo, foram reunidos R$ 38, quantia usada para quitar o pedágio manualmente.

Imagens gravadas por passageiros mostram o motorista no asfalto realizando o pagamento com o dinheiro arrecadado. O valor pago, segundo os usuários, incluía pendências de viagens anteriores, já que a tarifa do pedágio para ônibus é de R$ 5,70 por passagem.

A pedagoga Fernanda Souza, que estava no coletivo, relatou o desconforto da situação. “A Real não pagou o pedágio da Linha Amarela e fomos impedidos de seguir viagem. Se não fossem os passageiros que se juntaram na vaquinha, sabe-se lá a que horas a gente ia sair de lá. O passageiro já paga a passagem, não pode ter que tirar dinheiro do próprio bolso,” criticou.

De acordo com os relatos, o problema pode ter ocorrido porque a tag instalada no veículo estava cadastrada em outro ônibus da frota, o que impediu a liberação automática da cancela. A falha acabou provocando congestionamento e irritação entre os usuários.

Até o momento, a empresa Real Auto Ônibus não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. A Lamsa, concessionária responsável pela Linha Amarela, informou que segue as regras do sistema automático de cobrança e que veículos com débitos pendentes têm a passagem bloqueada até a regularização dos valores.

O episódio reacendeu o debate sobre a responsabilidade das empresas de transporte coletivo e os prejuízos causados aos passageiros em casos de inadimplência.

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