Asilo clandestino é interditado e dona é presa em Campo Grande

Pocial entra em Asilo clandestino

Um asilo clandestino é interditado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29), após operação conjunta entre a Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa de Terceira Idade (Deapti), a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável. Dez idosos foram resgatados de condições consideradas indignas e de risco à saúde.

Conforme a reportagem do Jornal o Dia, aação aconteceu depois que uma denúncia anônima indicou que o local mantinha idosos em um ambiente pequeno, mal ventilado e sem qualquer tipo de autorização legal para funcionar como Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Segundo os agentes, os moradores estavam expostos a negligência, medicamentos vencidos e ausência de cuidados adequados.

A casa usada como asilo não possuía estrutura compatível para atendimento à terceira idade. Os quartos estavam superlotados, e os banheiros apresentavam más condições de higiene. Além disso, foram encontrados medicamentos com validade expirada sendo administrados sem prescrição médica, agravando o risco à saúde dos internos.

De acordo com a Polícia Civil, a responsável pelo imóvel foi presa em flagrante pelos crimes de exercício ilegal de atividade e exposição da saúde de pessoas idosas a perigo. Ela deverá responder criminalmente pelas condições precárias em que os idosos eram mantidos e pela operação irregular do espaço.

Os idosos resgatados serão encaminhados a abrigos licenciados pela prefeitura, enquanto as famílias estão sendo contatadas para que possam acompanhar a transferência. O processo de acolhimento será feito com apoio de assistentes sociais e profissionais de saúde, garantindo que recebam atendimento digno e adequado.

A interdição do local também envolveu a atuação da Vigilância Sanitária, que constatou a ausência de alvará de funcionamento, má conservação do espaço e falta de controle sobre a medicação administrada. Relatórios preliminares apontam que o ambiente oferecia risco sanitário grave e descumpria diversas normas de segurança previstas para instituições que atendem idosos.

A secretária municipal de Envelhecimento Saudável destacou a importância das denúncias anônimas para coibir práticas abusivas como essa. Ela reforçou que o município tem intensificado a fiscalização sobre casas que operam irregularmente oferecendo serviços para pessoas da terceira idade.

A Polícia Civil informou que a investigação continuará para identificar se houve omissão por parte de familiares ou possível exploração financeira envolvendo os idosos. O caso também será encaminhado ao Ministério Público para avaliar medidas complementares, como a interdição definitiva do imóvel e eventual responsabilização cível.

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