O artista indígena sofre racismo em um restaurante da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante viagem para receber um prêmio do Governo Federal. Time i Awaete Assurini do Xingu, de 31 anos, presidente do Instituto Janeraka, contou que foi chamado de “índio do pica-pau” e “índio de madeira” por um funcionário do estabelecimento.
O caso ocorreu no dia 26 de junho, mas o boletim de ocorrência foi registrado no dia 30. Segundo Time i, ele e sua esposa, a produtora cultural Carla Romano, estavam almoçando quando o churrasqueiro fez os comentários ofensivos enquanto o servia.
“Foi muito desrespeitoso. Só faltou ele fazer ‘Huuuu’ para mim. Minha esposa ficou abalada e eu também me senti extremamente ofendido”, relatou o artista. Quando Carla questionou o funcionário sobre a fala racista, ele respondeu de maneira grosseira, segundo o casal.
Após as ofensas, o casal solicitou conversar com a gerência do restaurante. Inicialmente, uma gerente pediu desculpas e ofereceu isenção da conta e sobremesas. No entanto, quando o casal pediu os dados do funcionário para registrar a ocorrência, outro gerente teria se negado a colaborar e até apagado mensagens com informações já enviadas.
A Polícia Civil informou que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) investiga o caso. “Testemunhas estão sendo ouvidas e diligências estão em andamento para apurar os fatos”, informou a corporação.














