Arrascaeta do Mangue e Gabigol do Mangue foram detidos na manhã desta terça-feira durante uma operação de fiscalização ambiental no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói. A ação foi realizada por agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) com apoio do programa Segurança Presente.
Os influenciadores, identificados como Samuel Alves Arcanjo Silva, conhecido como Gabigol do Mangue, e Diego Rocha de Andrade, apelidado de Arrascaeta do Mangue, somam mais de 260 mil seguidores nas redes sociais. Outros dois homens também foram detidos na ação. Todos foram encaminhados à 81ª DP (Itaipu), onde prestaram depoimento e foram liberados.
De acordo com o Inea, os influenciadores publicavam vídeos nas redes sociais capturando ilegalmente caranguejos da espécie uçá dentro de uma área de proteção integral, prática proibida pela legislação ambiental. A fiscalização identificou indícios de caça de animais silvestres sem autorização em unidade de conservação.
Em nota, o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, afirmou que ações de fiscalização têm sido intensificadas. “Todo e qualquer crime ambiental cometido no estado será coibido dentro das medidas cabíveis de acordo com a nossa legislação. Temos intensificado as ações de fiscalização para a proteção da fauna e da flora”, declarou.
Durante a abordagem, Gabigol do Mangue chegou a registrar o momento nas redes sociais. Os detidos negaram a prática de caça ilegal e alegaram que estavam no local realizando a retirada de lixo do mangue. Apesar disso, o material apreendido foi encaminhado para análise e o caso segue sob investigação.
Os quatro homens responderão por crimes ambientais relacionados à caça de animais silvestres sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida. Após a operação, os caranguejos apreendidos foram devolvidos a uma área de mangue da unidade de conservação.
Segundo o Inea, devido ao aumento do fluxo de visitantes durante o verão, as ações de fiscalização vêm sendo reforçadas nas unidades de conservação do estado para coibir práticas ilegais e proteger o ecossistema local.














