A arqueóloga Tânia Andrade Lima, de 81 anos, foi transferida para a Casa de Saúde São José, no Humaitá, e apresenta boa recuperação. Ela foi agredida e atingida por três tiros durante um assalto no Leblon, na Zona Sul do Rio.
Arqueóloga renomada reage bem a tratamento após tiros no Leblon
O crime aconteceu na tarde de quinta-feira, dia 15, na Rua General Venâncio Flores. A vítima saía de uma agência bancária quando um criminoso a abordou para roubar seus pertences. Ela foi arrastada pelo chão, teve a bolsa puxada à força e acabou ferida pelos disparos.
Equipes de resgate levaram a professora aposentada logo após o ataque para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. No primeiro atendimento, os médicos constataram perfurações no pescoço, no ombro e na mão. A equipe médica informou que o ferimento na mão exige maior atenção dos especialistas, mas o quadro geral permanece estável.
Na sexta-feira, dia 16, a idosa seguiu em transferência para a Casa de Saúde São José, na Zona Sul. O boletim da unidade particular confirmou que a paciente responde bem aos procedimentos clínicos e segue sob acompanhamento intensivo.
Tânia Andrade Lima é professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ. Seu nome tem peso internacional na história e na ciência por coordenar as escavações do Cais do Valongo, na Região Portuária do Rio de Janeiro, local reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
O que já se sabe sobre o crime
A abordagem violenta ocorreu em plena luz do dia, em uma área de grande fluxo de pedestres e comércio. O assaltante agiu sozinho para tentar arrancar a bolsa da idosa, mas entrou em luta corporal com a vítima. Ele atirou três vezes antes de correr em direção a uma motocicleta que dava cobertura à ação criminosa.
O piloto da moto aguardava nas proximidades e deu fuga ao atirador. Horas depois do crime, policiais militares e civis conseguiram localizar a motocicleta usada na fuga da dupla, além de aparelhos celulares deixados pelos criminosos. Esses objetos foram apreendidos e encaminhados para a perícia papiloscópica e digital.
A principal linha trabalhada pelos investigadores é a modalidade conhecida como saidinha de banco. Nessa prática, comparsas monitoram saques no interior das agências bancárias e repassam as características da vítima para quem está armado do lado de fora.
Quem responde por isso
O inquérito sobre o caso está sob responsabilidade da 14ª Delegacia de Polícia, situada no Leblon. O delegado Alexandre Cardoso comanda as diligências e informou que os dois homens identificados como suspeitos já possuem passagens anteriores e são alvos de investigações por roubos em bairros da Zona Sul e da Zona Norte da capital fluminense.
Segundo a autoridade policial, as imagens de câmeras de segurança de prédios e comércios da Rua General Venâncio Flores já foram recolhidas para análise. Agentes da delegacia fazem buscas na região metropolitana para tentar localizar o paradeiro dos suspeitos e cumprir eventuais pedidos de prisão.
Como denunciar
A colaboração da população é fundamental para localizar os criminosos envolvidos no assalto contra a professora aposentada. Quem tiver pistas sobre a rota de fuga ou a identidade dos envolvidos pode ligar diretamente para o Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177. O canal funciona 24 horas por dia, com sigilo totalmente garantido.
Também é possível repassar informações pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou procurar presencialmente a 14ª Delegacia de Polícia, que fica na Rua Humberto de Campos, número 315, no bairro do Leblon. Se houver emergência com movimentação suspeita na região bancária, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do telefone 190.
O que fazer se você for vítima de saidinha de banco
Para quem costuma sacar quantias em dinheiro físico, a recomendação das autoridades de segurança é evitar manipular notas na presença de estranhos ou guardar carteiras abertas perto de portas de agências. Caso ocorra uma abordagem armada, a Polícia Civil reforça o alerta para nunca reagir ou disputar objetos com o assaltante.
Se for vítima desse tipo de ação criminosa, procure a delegacia da Polícia Civil mais próxima para registrar o boletim de ocorrência de forma imediata. O registro presencial facilita o início das buscas pelos suspeitos e o rastreamento das câmeras urbanas da via pública antes que as gravações sejam apagadas.














