Polícia prende suspeitos de roubar R$ 500 mil em remédios na Dutra

A polícia prendeu suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em interceptar cargas na Rodovia Presidente Dutra. O grupo usava veículos cadastrados em aplicativos de transporte para roubar remessas de medicamentos avaliadas em quase R$ 500 mil.

As investigações apontam que os criminosos monitoravam a saída dos centros de distribuição e abordavam os caminhões durante a passagem pelos trechos da rodovia que cortam a Baixada Fluminense. O esquema mirava produtos de alto custo para revenda ilegal.

Esquema usava carros de aplicativo para despistar fiscalização na Dutra

Segundo a polícia, os assaltantes alugavam ou utilizavam automóveis próprios cadastrados em plataformas de transporte individual de passageiros. Com isso, os carros circulavam sem levantar suspeitas das patrulhas nas pistas laterais e principais da Dutra.

Ao identificar os veículos de entrega com remédios de alto valor comercial, o bando emparelhava e rendia os motoristas. As cargas eram transferidas rapidamente para depósitos clandestinos ou passadas diretamente para receptadores da região metropolitana.

O prejuízo acumulado nas ações criminosas recentes chega a quase R$ 500 mil. A polícia investiga agora se motoristas de aplicativo participavam ativamente do esquema ou se contas falsas foram criadas para operar as viagens durante os roubos.

O que já se sabe sobre a operação

A ofensiva policial resultou na localização e na captura dos suspeitos após semanas de cruzamento de dados de inteligência. A equipe de investigação monitorou placas de veículos e padrões de circulação nos pontos onde os assaltos se repetiam.

De acordo com os agentes, o grupo atuava em horários de pico ou durante a madrugada, momentos em que o fluxo intenso na Dutra facilita fugas rápidas para acessos locais e comunidades vizinhas. O material recuperado passa por perícia antes de ser devolvido aos distribuidores.

Outros membros da quadrilha continuam sob investigação. As autoridades buscam identificar os comerciantes, farmácias e receptadores finais que encomendavam os lotes específicos de medicamentos roubados.

Como a rotina da rodovia é afetada

A Rodovia Presidente Dutra concentra a maior parte do transporte rodoviário de mercadorias que abastece a capital fluminense e a Baixada. A atuação frequente de quadrilhas eleva os custos de frete e afeta o trabalho diário dos caminhoneiros que cruzam o estado.

Motoristas que circulam pela região relatam apreensão constante em trechos próximos aos acessos de municípios como Belford Roxo, São João de Meriti e Nova Iguaçu. O policiamento costuma ser reforçado nos pontos críticos após operações desse porte.

As empresas distribuidoras também reforçam protocolos de segurança, como escoltas armadas e rastreamento contínuo via satélite, para garantir que as entregas cheguem aos hospitais e drogarias sem novos desvios.

O que fazer se você for vítima de roubo de carga

Motoristas e transportadores que sofrerem abordagens criminosas na rodovia devem acionar imediatamente a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro pelo telefone 190 ou a Polícia Rodoviária Federal pelo número 191.

Para formalizar a ocorrência, a vítima deve se dirigir à delegacia da Polícia Civil mais próxima ou à unidade especializada em roubos de carga. É fundamental apresentar notas fiscais, relatórios de rastreamento e dados detalhados sobre o itinerário.

Boletins de ocorrência eletrônicos também podem ser emitidos por meio da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, no endereço oficial da corporação, quando o caso não envolver violência física direta contra o condutor.

Como denunciar receptadores e depósitos ilegais

A população pode colaborar com informações anônimas sobre o paradeiro de cargas roubadas, veículos usados em crimes e pontos de venda clandestina de medicamentos.

O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia e atende pelo telefone (21) 2253-1177. As denúncias também podem ser feitas pelo aplicativo oficial do serviço, disponível para celulares, sem necessidade de identificação.

Remédios vendidos fora de farmácias credenciadas, sem nota fiscal ou com embalagens violadas oferecem risco grave à saúde pública e configuram crime de receptação para quem compra ou revende.

Foto: Agenda do Poder

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