A Área Azul Digital marca uma nova fase na mobilidade urbana do Rio de Janeiro. A Prefeitura sancionou a lei que cria o sistema, e a Área Azul Digital promete modernizar o estacionamento rotativo e reduzir significativamente a presença de flanelinhas nas ruas. A regulamentação foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (26).
A iniciativa, aprovada na Câmara Municipal em outubro, é de autoria do vereador Marcelo Diniz (PSD) e determina que toda cobrança por vagas rotativas só poderá ser feita pela prefeitura ou por guardadores credenciados. A atuação de pessoas não autorizadas passa a ser proibida, com o objetivo de combater extorsões e trazer mais transparência ao serviço.
Segundo o autor do projeto, o novo modelo também visa garantir condições de trabalho mais dignas aos guardadores regulares. Eles deverão atuar identificados, com remuneração formal e dentro das normas estabelecidas pelo município. Para Diniz, a mudança representa avanço na organização do espaço público e na segurança dos motoristas.
Com o novo sistema, os usuários poderão pagar o estacionamento por aplicativo, pix, cartões, parquímetros eletrônicos ou pontos de venda autorizados. A prefeitura ainda definirá como será a operação, que poderá ser executada diretamente ou por meio de concessões e parcerias público-privadas.
A implantação será gradual nos bairros do Rio e deve incluir softwares de leitura automática de placas para monitoramento eletrônico das vagas. Modelos semelhantes já funcionam em São Paulo e cidades vizinhas, como Niterói, e ajudaram a reduzir conflitos com flanelinhas.
Ainda não foram divulgados os valores que serão cobrados na Área Azul Digital. Entretanto, a expectativa é que o novo sistema traga mais controle, comodidade e segurança aos motoristas que utilizam as vagas rotativas da cidade.














