O Jornal o Povo na Rua já vem noticiando a decisão do ex-secretário a algumas semanas e finalmente Victor Travancas é exonerado da Casa Civil após críticas públicas feitas ao governo do Estado do Rio de Janeiro. A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial nesta sexta-feira (13).
O advogado ocupava o cargo de assessor na Secretaria da Casa Civil desde julho de 2025. A exoneração ocorreu após declarações feitas por ele durante participação em um podcast, nas quais criticou a administração estadual.
Na entrevista, Travancas afirmou que o Palácio Guanabara funcionaria como um centro de poder influenciado por interesses ligados ao crime organizado no estado. As declarações foram feitas enquanto ele ainda integrava a estrutura do governo.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais depois que um trecho da entrevista foi divulgado pelo ex-governador Anthony Garotinho. Posteriormente, o vídeo acabou sendo retirado da página.
A saída do advogado também acontece após diversas tentativas de deixar o cargo. O Jornal O Povo na Rua já havia noticiado anteriormente que Travancas teria solicitado a exoneração, mais de dez vezes ao longo dos últimos meses, sem que o pedido fosse atendido naquele momento.
Nos bastidores do governo, o movimento já era interpretado como um sinal de divergências internas e desconforto com a condução de temas ligados à administração pública estadual.
Após a publicação oficial da exoneração, Travancas afirmou que o desligamento ocorreu a pedido próprio.
Segundo ele, a decisão foi motivada por divergências de natureza ética relacionadas à forma como determinados assuntos estavam sendo conduzidos dentro da estrutura administrativa.
O advogado também destacou que sua trajetória profissional sempre esteve ligada à defesa do interesse público e à atuação em ações judiciais voltadas à transparência administrativa.
Durante sua carreira, Travancas também participou de iniciativas relacionadas ao controle de irregularidades e ao acompanhamento de processos ligados à gestão pública.
A exoneração ocorre em meio à repercussão das declarações feitas pelo ex-assessor e aumenta a pressão política em torno das relações internas dentro do Palácio Guanabara.
O caso continua repercutindo nos bastidores da política fluminense e deve gerar novos desdobramentos nos próximos dias.














