A Havan retirou do ar os vídeos intitulados “amostradinhos do mês” após uma notificação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). As gravações, publicadas desde agosto de 2024 nas redes sociais da varejista, mostravam imagens de pessoas flagradas por câmeras de segurança supostamente praticando furtos nas lojas. A ANPD avaliou que a divulgação poderia ferir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), por expor rostos e identidades sem o devido consentimento.
Mesmo com o pedido de retirada, a Havan apresentou um recurso à agência reguladora na tentativa de reverter a decisão e retomar a publicação dos vídeos. Enquanto isso, o processo de fiscalização segue em andamento e poderá resultar em sanções caso a prática seja considerada ilegal.
A iniciativa dos “amostradinhos” já havia gerado controvérsia no passado, com críticas de especialistas em privacidade e proteção de dados. Eles alertam que ações como essa podem comprometer direitos fundamentais, como honra, imagem e presunção de inocência. Em abril, o caso ganhou ainda mais repercussão quando o então secretário de Governo do Amazonas, Cláudio José Ernesto Machado, apareceu em um dos vídeos e acabou exonerado após ser acusado de furto. O ex-secretário negou má-fé na ocasião.
Agora, a empresa aguarda uma nova manifestação da ANPD, que analisa se a prática de expor supostos infratores nas redes sociais é compatível com a legislação brasileira. Até o momento, a Havan não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos.














