Antenas usadas pelo CV em presídio são apreendidas em operação no Rio

Antenas usadas pelo CV em presídio são apreendidas em operação no Rio

As antenas usadas pelo CV em presídio foram apreendidas durante uma operação realizada no Presídio Gabriel Ferreira Castilho, conhecido como Bangu 3-B, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. A ação encontrou quatro antenas e 14 celulares na unidade prisional.

Segundo as informações da Secretaria de Estado de Polícia Penal, alguns dos aparelhos apreendidos são de última geração e chegam a ser avaliados em mais de R$ 8 mil. O material foi localizado durante uma ação baseada em dados de inteligência.

As investigações apontam que presos ligados ao Comando Vermelho tentavam burlar a nova tecnologia de bloqueio instalada pelo governo do estado no início de 2026. O sistema foi criado para impedir sinais de celular, internet via Wi-Fi e até a aproximação de drones em unidades prisionais.

De acordo com a apuração, os detentos buscavam acessar comunicação por meio de conexão via satélite. A suspeita é que as antenas apreendidas fossem utilizadas justamente para tentar superar as barreiras impostas pelos bloqueadores.

O material encontrado foi encaminhado para a 34ª DP, em Bangu. A Corregedoria-Geral da Secretaria de Polícia Penal também instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias do caso e identificar possíveis responsabilidades.

Em janeiro deste ano, o governo do Rio instalou novos bloqueadores nos presídios Bangu 3 e Bangu 4. O investimento nas duas unidades foi de R$ 845 mil.

A previsão do projeto é expandir a tecnologia para as 49 unidades do sistema prisional fluminense. O custo estimado para essa ampliação é de R$ 431 milhões.

Bangu 3 é uma penitenciária de segurança máxima dividida em dois blocos: a Penitenciária Dr. Serrano Neves, conhecida como Bangu 3-A, e a Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, chamada de Bangu 3-B.

A unidade é historicamente conhecida por abrigar integrantes e lideranças do Comando Vermelho. Por isso, a apreensão reforça a preocupação das autoridades com novas tentativas de comunicação clandestina dentro do sistema prisional.

A investigação deverá apurar como os equipamentos entraram na unidade, quem teria acesso ao material e se houve participação de outras pessoas no esquema.

O caso mostra que, mesmo com novas tecnologias de bloqueio, facções criminosas continuam buscando formas de manter canais de comunicação a partir de dentro dos presídios, o que amplia o desafio das autoridades no controle do sistema penitenciário.

Limpatech