Ancelotti detalha tática que levou Brasil a menor posse de bola em Copas
A recente derrota do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo gerou um dado histórico preocupante: a Seleção Brasileira registrou apenas 35% de posse de bola, o menor índice em pelo menos seis décadas de participação no torneio. Essa estatística, levantada pela plataforma Opta, que acompanha o Mundial desde 1966, marca um ponto inédito na história da equipe em Copas, que nunca havia finalizado uma partida com menos de 40% de domínio.
Diante da repercussão do baixo índice de posse, o técnico Carlo Ancelotti decidiu quebrar o silêncio e explicar a escolha tática. Segundo o comandante, a decisão de ceder o controle da bola foi deliberada e visava mitigar riscos em um confronto específico contra a Noruega, que apresentava desafios particulares.
A análise de Ancelotti, confirmada pelo técnico norueguês Stale Solbakken, revela um planejamento estratégico de ambas as equipes. Enquanto o Brasil buscava neutralizar os pontos fortes do adversário, a Noruega tinha como objetivo principal ditar o ritmo do jogo e controlar a posse desde o início, visando evitar os perigosos contra-ataques brasileiros pelas laterais. As informações foram divulgadas pela Opta.
O risco da pressão alta e a estratégia de Ancelotti
Carlo Ancelotti explicou que a estratégia de pressionar a saída de bola da Noruega era considerada arriscada. Ele apontou que os adversários frequentemente recuavam o meia Odegaard, criando um cenário que favorecia a velocidade de Haaland nos contra-ataques individuais. Portanto, a decisão foi a de controlar a partida de forma diferente, buscando criar oportunidades de gol mesmo com menor posse.
Plano da Noruega: posse e controle para neutralizar o Brasil
Do outro lado do campo, o técnico da Noruega, Stale Solbakken, confirmou que a posse de bola era um componente central do plano de jogo norueguês. “Nosso plano era ter a posse desde o começo. Queríamos uma construção mais lenta”, declarou Solbakken. O objetivo era claro: neutralizar os contra-ataques brasileiros, que a comissão técnica adversária considerava uma ameaça significativa, especialmente pelas laterais do campo.
Recorde negativo de posse de bola se estende a outros jogos
A partida contra a Noruega não foi o único jogo em que o Brasil registrou baixa posse de bola sob o comando de Ancelotti. O levantamento da Opta indica que este foi o quinto jogo, em um total de 17 partidas (somando amistosos, Eliminatórias e Copa do Mundo), em que a Seleção Brasileira teve menos posse que o adversário. As outras ocorrências foram contra Croácia, França, Senegal e Equador.
Estatísticas de posse de bola do Brasil sob Ancelotti
Os dados compilados pela Opta mostram uma variação na posse de bola do Brasil em diferentes competições. Na Copa do Mundo, além dos 35% contra a Noruega, o time teve 46% contra Marrocos e 49% contra o Haiti. Nas Eliminatórias, os índices foram de 48% contra o Equador e 58% contra a Bolívia. Já em amistosos, a posse variou de 47% contra Senegal a 74% contra Tunísia, evidenciando a flexibilidade tática implementada por Ancelotti.














