“Eu cresci fascinada pelos desfiles das escolas de samba. Via pela televisão aquele espetáculo de cores e me imaginava ali. Em 2025, comecei com essa determinação, procurando entender as possibilidades, e agora vamos tornar o sonho realidade”, diz Ana, primeira cidadã de Juiz de Fora a ser destaque no Carnaval carioca.
A chegada ao Império Serrano vem justamente no ano em que a agremiação homenageia a escritora Conceição Evaristo, que também é natural de Minas. Fundado em 1947, no coração de Madureira, o Império Serrano construiu sua história valorizando o samba de raiz, a força da comunidade e enredos que exaltam a memória, a ancestralidade e a resistência cultural. A nova musa, que vai desfilar à frente da última alegoria, sabe da responsabilidade que carrega.
“Desde que soube que o enredo era carregado de história e representatividade, entendi a responsabilidade que é fazer parte deste desfile. O Império me recebeu com um carinho imenso, me senti incluída e espero que esta seja uma estreia recheada de alegria e que eu esteja na escola por muito tempo”, diz a influenciadora que vem fazendo aulas de samba para seu primeiro desfile.
Atuando nos nichos de beleza, moda, saúde, bem-estar e fitness, tornou-se referência por unir estética, verdade e comunicação acessível, construindo uma comunidade engajada e fiel. Como parte desse compromisso, Ana Merhi está se mudando para Madureira, onde ficará até o fim do Carnaval, com o objetivo de viver o cotidiano da escola de forma genuína, conhecer mais profundamente o bairro, a comunidade e tudo o que envolve o Império Serrano dentro e fora da Avenida. Na programação da musa, aulas de samba no projeto da escola e a vontade de conhecer o jongo da Serrinha.
“ Quero viver essa experiência intensamente, não somente ir aos ensaios e desfilar. Representar uma escola com tanta história, tradição e nomes tão importantes, como Quitéria Chagas, é algo que me emociona profundamente. Sei da responsabilidade que carrego e faço questão de honrar cada detalhe dessa trajetória. Quero estar perto, aprender, ouvir, sentir o chão da escola. O Império Serrano não é só um desfile, é uma história viva, e fazer parte disso exige presença, respeito e entrega”, completa ela.















