O aluno da UFF apontado como responsável por ferir três colegas durante uma discussão em Niterói foi afastado por tempo indeterminado pela Universidade Federal Fluminense. O caso aconteceu nesta terça-feira (19), nas proximidades do Casarão Rosa, antigo Instituto de Artes e Comunicação Social, no bairro São Domingos.
Segundo a universidade, a decisão foi tomada por causa do risco de danos à vida de integrantes da comunidade acadêmica. O estudante Israel Salazar, do 2º período do curso de Cinema, não poderá acessar espaços físicos da instituição enquanto a medida estiver em vigor.
Apesar do afastamento presencial, a UFF informou que o aluno poderá seguir acompanhando as disciplinas por meios alternativos. A instituição justificou a decisão como forma de preservar o direito constitucional à educação, sem comprometer as medidas de segurança adotadas.
A fim de respeitar a garantia constitucional à educação, o afastamento não implica a interrupção dos estudos do aluno, que poderá continuar o curso das disciplinas por mecanismos alternativos, fora do ambiente físico da instituição, informou a UFF, em nota divulgada pelo jornal O Dia.
A universidade também afirmou que abriu procedimentos administrativos para apurar o episódio. Segundo a instituição, a investigação interna busca avaliar eventuais responsabilidades e definir as providências cabíveis, respeitando o devido processo legal e o direito à ampla defesa.
Após o ocorrido, a UFF informou que está reforçando os protocolos de segurança em seus campi. A medida inclui intensificação das ações preventivas e de vigilância, com o objetivo de garantir um ambiente acadêmico mais seguro para estudantes, professores e servidores.
A instituição destacou ainda que o caso ocorreu fora das dependências da universidade. Por isso, a investigação criminal está sob responsabilidade dos órgãos de segurança pública, com os quais a UFF afirma estar colaborando.
Cabe destacar que o incidente, por ter ocorrido fora das dependências da universidade, tem o processo de investigação criminal conduzido pelos órgãos competentes de segurança pública, com os quais a UFF atua em cooperação para contribuir no que for necessário para a resolução do caso. Informamos, ainda, que o suposto agressor se apresentou à Polícia Civil, acompanhado de um advogado, explicou a universidade, segundo o jornal O Dia.
De acordo com a Polícia Civil, os quatro envolvidos foram autuados em flagrante por lesão corporal mútua. O caso foi registrado na 76ª DP, em Niterói, e já foi encaminhado à Justiça.
Os três estudantes feridos receberam atendimento no Hospital Estadual Azevedo Lima, também em Niterói. Segundo as informações divulgadas, todos já receberam alta.
A UFF afirmou que acompanha de perto a assistência prestada aos alunos. A universidade informou que mobilizou equipes de apoio para atender os estudantes e familiares, incluindo suporte psicológico e social, conforme as necessidades apresentadas.
A instituição também declarou solidariedade aos alunos feridos e reafirmou compromisso com a paz, o diálogo, a convivência democrática e o combate a toda forma de violência, intolerância e agressão no ambiente acadêmico.
Relatos ouvidos pelo jornal O Dia apontam que o estudante já teria apresentado comportamento agressivo em sala de aula semanas antes do episódio. Segundo as informações, ele teria se envolvido em uma discussão relacionada a trabalhos acadêmicos.
Na terça-feira, a confusão teria começado durante uma atividade em sala de aula. De acordo com um aluno ouvido pela reportagem, a divergência envolvia a entrega de um trabalho coletivo do curso.
O que aconteceu de manhã foi uma discussão acalorada na sala de aula, diante de toda a turma, incluindo a professora. A discussão aconteceu por divergências criativas na entrega de um trabalho, que Israel editou e entregou de forma diferente do material produzido coletivamente, disse um aluno, em depoimento ao jornal O Dia.
Ainda conforme o relato, a situação teria sido conversada entre colegas depois do primeiro desentendimento. No entanto, após o almoço, uma nova discussão ocorreu e terminou com três estudantes feridos.
A reportagem do jornal O Dia informou que tenta localizar a defesa de Israel e que o espaço segue aberto para manifestação. Enquanto isso, a universidade e as autoridades acompanham os desdobramentos administrativos e criminais do caso.
O episódio gerou preocupação entre estudantes e reacendeu o debate sobre segurança, acolhimento e mediação de conflitos dentro e no entorno das instituições de ensino. Na UFF, a resposta agora combina afastamento preventivo, apuração interna e reforço das medidas de proteção à comunidade acadêmica.














