Adriane Galisteu fala sobre menopausa e conta como lidou com sintomas

Adriane Galisteu

Adriane Galisteu fala sobre menopausa e conta como lidou com sintomas ao relembrar um período de transformações intensas em sua vida. A apresentadora revelou que enfrentou mudanças físicas e emocionais antes de compreender o que estava acontecendo e buscar tratamento adequado.

Segundo ela, os primeiros sinais surgiram ainda na casa dos quarenta anos, durante o climatério, mas foram inicialmente confundidos com estresse e excesso de trabalho. Queda de cabelo, alterações de humor, cansaço e dificuldades para dormir passaram a fazer parte da rotina, sem que ela associasse os sintomas à menopausa.

“A menopausa me atropelou. Eu fui atropelada pela menopausa. O climatério começou a aparecer com quarenta e poucos anos. Só que eu, na minha ignorância, nunca coloquei nesse pacote. Eu achava que eu tava estressada, cansada, trabalhando demais. Cabelo caindo, ficando mais flácida, mais preguiçosa, meio mal-humorada, dormindo mal, e sempre dormi superbem. Estava me sentindo tão plena que nunca achei que a idade fosse me parar. E, de repente, você se vê dessa forma. É horroroso”, contou em entrevista.

A apresentadora também destacou o impacto emocional do momento, marcado por inseguranças e receios relacionados à vida pessoal e profissional. A dificuldade em aceitar a nova fase contribuiu para o prolongamento dos sintomas.

“Você se depara com a realidade nua e crua, falando, ‘ei, você tá velha, menopausa, acabou pra você’. Bateu um desespero na minha cabeça, que eu falei ‘agora acabou, vou perder o marido, vou perder o meu trabalho’. Falei ‘não vou assumir porque vou perder meu marido, as pessoas vão me olhar estranho’. Fiquei com vergonha, insegura. A menopausa sempre representou uma coisa ‘acabou pra você, carta fora do baralho. Você não pode mais ter filho, você não pode mais transar, você não presta pra mais nada. Você acabou’”, refletiu.

O processo de compreensão começou a mudar quando decidiu buscar ajuda médica. De acordo com Galisteu, o acesso à informação foi fundamental para lidar com o momento e entender melhor os sintomas.

“Liguei chorando pra ele. Falei ‘perdi o controle da minha vida’. Ele falou ‘Você não precisa de consulta. Você precisa de informação’. Ele me deu uma aula de duas horas e meia sobre menopausa. Já me deu uma calma no coração. A informação é tão importante quanto o tratamento”, afirmou.

Além das mudanças físicas, ela relatou episódios de irritação, alterações no comportamento e impacto na vida íntima e familiar, o que também gerou momentos de constrangimento.

“Querendo matar o Alexandre! Na rua, dirigindo, no trânsito, com o filho… fui rude, ridícula, péssima. Vittorio me ligou e falou ‘mãe, você está descontrolada’. Eu fiquei tão envergonhada. Falei ‘filho, desculpa’”, disse.

A apresentadora também comentou sobre as alterações no corpo, que influenciaram diretamente sua autoestima, apesar de manter hábitos semelhantes aos de antes.

“Não tive depressão, mas virei o Bob Esponja. Então, automaticamente, só de eu ter ficado quadrada, já comecei a ficar deprimida. Você faz tudo igual. De repente, você vai ficando esquisita, a roupa não fecha. Você fala ‘Mas eu não comi mais, não mudei a minha dieta, não mudei meu tipo de trabalho, de treino. Por que eu tô desse tamanho? O que tá acontecendo comigo?’ Tive vários sinais, só que eu fui empurrando com a barriga… no fundo, eu sabia, mas eu não queria aceitar”, completou.

Após iniciar a reposição hormonal e compreender melhor o processo, Galisteu passou a encarar o tema com mais naturalidade e a compartilhar sua experiência como forma de ajudar outras mulheres a reconhecerem os sinais e buscarem orientação.

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