Vítimas de Acidente Fatal em Petrópolis Serão Sepultadas em Belo Horizonte; Ônibus Era Clandestino

Vítimas de Acidente Fatal em Petrópolis

Acidente fatal em Petrópolis: Vítimas de ônibus clandestino serão sepultadas em Belo Horizonte nesta terça-feira

As vítimas do grave acidente envolvendo um ônibus de turismo na madrugada do último domingo, 16 de agosto, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, serão sepultadas nesta terça-feira, dia 18, no Cemitério da Saudade, em Belo Horizonte. O trágico evento ceifou a vida de dez mulheres, cujos corpos retornarão à capital mineira para o enterro.

Entre as vítimas fatais estão Luciana Ferreira Carvalho, de 53 anos, e sua filha Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33 anos. Outras duas vítimas fatais, Lavinia Eduarda Souza Dias, de apenas sete anos, e Priscilla de Souza Braz, de 33 anos, eram residentes da Vila Acaba Mundo, em Belo Horizonte. Os detalhes e horários dos velórios destas últimas ainda não foram divulgados.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ônibus, que partiu de Belo Horizonte com destino a Copacabana, no Rio de Janeiro, transportava 47 passageiros e dois motoristas. O acidente ocorreu por volta das 4h40 da manhã de domingo. A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando as causas exatas da tragédia.

Velocidade Excessiva é Apontada por Testemunhas

Relatos de testemunhas indicam que o motorista do ônibus estaria dirigindo em alta velocidade no momento do acidente. Uma passageira que sobreviveu à tragédia relatou que o condutor não teria reduzido a velocidade, o que pode ter sido um fator crucial para a ocorrência. A velocidade excessiva é uma das principais hipóteses investigadas pelas autoridades.

Ônibus Realizava Viagem Clandestina e Sem Autorização

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o veículo envolvido no acidente não possuía autorização para realizar transporte interestadual de passageiros, caracterizando a viagem como clandestina. O ônibus, de placa AKY-3454, estava registrado em nome da empresa Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Ambas as empresas não têm autorização para operar nesse tipo de serviço.

A viagem também foi associada à empresa Estrela Guia Turismo, que, de acordo com a ANTT, tampouco possui habilitação para transporte interestadual. Curiosamente, o veículo ostentava um adesivo da ANTT vinculado à empresa Samara, também considerada inapta para o serviço. Essas irregularidades levantam sérias questões sobre a fiscalização e o controle do transporte clandestino no país.

Investigações Apuram Responsabilidades e Falhas na Fiscalização

As investigações buscam esclarecer as circunstâncias exatas do acidente, incluindo a responsabilidade dos motoristas e das empresas envolvidas. A descoberta de que o ônibus operava de forma clandestina e sem as devidas autorizações intensifica o debate sobre a eficácia dos mecanismos de controle e fiscalização do transporte rodoviário de passageiros no Brasil. A tragédia em Petrópolis serve como um doloroso alerta sobre os riscos do transporte irregular.

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