Rio de Janeiro amplia vacinação contra HPV para mulheres em tratamento de lesões pré-cancerosas, reforçando a luta contra o câncer de colo do útero.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a empresa biofarmacêutica MSD Brasil, realizou uma importante ação de vacinação contra o HPV no INCA 3. O evento, focado em pacientes do instituto, buscou aumentar a adesão à imunização e reforçar a importância da prevenção do câncer do colo do útero.
Esta iniciativa ocorre em um momento crucial, onde o Sistema Único de Saúde (SUS) fortalece suas estratégias de prevenção. Agora, mulheres diagnosticadas com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2 e NIC 3) e adenocarcinoma in situ (AIS), que passaram por tratamento cirúrgico, são consideradas grupo prioritário para a vacinação, visando reduzir o risco de recorrência.
“Ampliar o acesso à vacina contra o HPV representa um avanço importante na prevenção do câncer do colo do útero”, destacou o secretário municipal de saúde, Rodrigo Prado. A medida reforça o cuidado integral e contribui significativamente para a prevenção secundária da doença, conforme informação divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde.
Entendendo o Câncer do Colo do Útero e o Papilomavírus Humano (HPV)
O câncer do colo do útero, uma doença altamente prevenível, é causado na maioria dos casos pela infecção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV), com destaque para os tipos 16 e 18. Globalmente, figura como o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres e uma das principais causas de morte nessa população.
A vacinação contra o HPV é uma das estratégias mais eficazes de prevenção primária, complementando as ações de rastreamento já oferecidas pela rede de saúde. O SUS disponibiliza gratuitamente a vacina para adolescentes de 9 a 19 anos, ambos os sexos, além de grupos específicos como pessoas vivendo com HIV, usuários de PrEP, vítimas de violência sexual, imunossuprimidos e pacientes com condições clínicas especiais.
Novos Grupos Prioritários e Acesso à Vacina no Rio de Janeiro
Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, o município do Rio de Janeiro ampliou a oferta da vacina para mulheres que foram diagnosticadas com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2 e NIC 3) e adenocarcinoma in situ (AIS) e que já passaram por tratamento cirúrgico no colo do útero. Essa vacinação pode ser realizada durante o tratamento ou em até 12 meses após o procedimento, mediante prescrição médica e apresentação da documentação necessária.
Para facilitar o acesso, o imunizante está disponível em 243 salas de vacinação na cidade. Essa rede inclui clínicas da família, centros municipais de saúde e as unidades do Super Centro Carioca de Vacinação, localizadas em Botafogo, Campo Grande e Del Castilho, garantindo que mais mulheres possam se proteger contra o HPV e o câncer do colo do útero.














