Cerca de 16 mil alunos da rede municipal ficaram sem aulas nesta terça-feira (26) devido às escolas fechadas por operação policial em comunidades da Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, 57 unidades precisaram suspender atividades — sendo 25 apenas nos complexos do Alemão e da Penha. As polícias Civil e Militar informaram que a ação teve como objetivo conter o avanço do Comando Vermelho (CV) em territórios da Zona Oeste da capital.
Conforme o levantamento da secretaria, o impacto se espalhou por diferentes regiões. No Complexo do Alemão, em Ramos e Inhaúma, sete escolas foram atingidas. Já na Penha, 18 unidades permaneceram fechadas. Também houve paralisação no Morro do Trem/IPASE, em Vila Kosmos (6), na Penha Circular (5), na Serrinha, em Madureira (4), e no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho/Tomás Coelho (4). Outras comunidades como Cajueiro, Quitungo, Congonhas, Primavera, Silva Vale e Campinho também tiveram unidades afetadas.
As investigações são conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-Cap), com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). A polícia aponta que a disputa pelo domínio de comunidades da Zona Oeste intensificou confrontos entre o CV e o Terceiro Comando Puro (TCP).
De um lado, Wallace de Brito Trindade, conhecido como Lacoste, e William Yvens da Silva, o Coelhão — ligados ao TCP — buscam expandir sua influência a partir da comunidade da Serrinha. Do outro, Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe do CV, organiza ofensivas a partir do Morro do Juramento com grupos especializados em ataques armados.
Durante um evento oficial, o governador Cláudio Castro comentou a operação. Hoje tem essa integração entre as polícias. Óbvio que a gente não quer efeito colateral algum. A única coisa que eu fico feliz nisso é ver as polícias trabalhando juntas. Tanto o policial quanto o taxista poderem estar de volta o mais rápido possível, mas dizer que a gente não vai parar. O trabalho da segurança pública, o trabalho de libertar a população vai continuar, afirmou em agenda nesta tarde.














