Vítima de tentativa de feminicídio em São Gonçalo reage bem e deixa alimentação por sonda após semanas de internação. A estudante Alana Anisio Rosa, de 20 anos, que foi esfaqueada mais de 30 vezes dentro de casa, na Região Metropolitana do Rio, apresentou evolução clínica e já consegue se alimentar normalmente.
De acordo com a mãe da jovem, Jaderluce Anísio, de 53 anos, a retirada da sonda aconteceu no domingo (1º), e o quadro de saúde vem apresentando melhora progressiva. Alana estava internada há quase um mês e chegou a permanecer em coma nos primeiros dias após o ataque.
“Só quero agradecer a Deus e a Nossa senhora. Alana tirou a sonda que estava se alimentando, comeu bem ontem, não passou mal, está reagindo bem, só tenho a agradecer ao apoio da nossa família, aos médicos e enfermeiros. Só gratidão!”, relatou a mãe, em depoimento ao jornal O Dia.
A jovem também conseguiu lembrar dos momentos que antecederam e ocorreram durante o crime. Segundo a família, o agressor, Luiz Felipe Sampaio, de 22 anos, invadiu a residência e iniciou as agressões físicas antes de atacar com golpes de faca. No dia do crime, Jaderluce retornou para casa mais cedo do que o habitual e encontrou a filha sendo atacada. Ela conseguiu intervir e empurrar o homem para fora do imóvel. O suspeito foi preso pouco depois.
A mãe afirmou que Alana relatou detalhes da violência sofrida, incluindo agressões com socos e chutes na cabeça. “Eu vou lutar todos os dias, até o último dia da minha vida pelo que ele fez com ela, com nossa família, por todo o estrago que ele fez. Alana contou que ele chegou batendo nela e chutou muito a cabeça dela. E o que me chamou a atenção é que ele usou luva, e se ele usou luva é porque não queria que ficasse impressão digital dele (…) A intenção dele era matar minha filha e a gente procurar quem foi, mas graças a Deus cheguei em casa. Agora vou me dedicar a recuperação dela, que está evoluindo muito bem,”, declarou Jaderluce, em depoimento ao jornal O Dia.
Segundo familiares, Alana e o suspeito se conheceram em uma academia há cerca de um ano, mas não mantinham relacionamento. A partir de dezembro, ele passou a enviar mensagens, flores e bombons, dizendo ser um admirador secreto.
Até o momento, não há previsão de alta hospitalar para a estudante, que segue sob cuidados médicos e em processo de recuperação.
Enquanto a jovem avança no tratamento, o caso continua mobilizando a população e reacendendo o debate sobre a violência contra a mulher na região.














