Visitantes denunciaram que os elevadores do Cristo Redentor não estavam funcionando no início da tarde dessa terça-feira (8). O caso ocorre menos de um mês depois que um turista morreu depois de subir as escadarias do monumento.
Em vídeos feitos no local na terça, uma mulher narra o momento em que idosos e pessoas com mobilidade reduzida precisam usar escadas durante passeio ao monumento.
“É um absurdo. Uma vergonha que o Rio de Janeiro faça isso na sétima maravilhado mundo moderno. As pessoas subindo porque não tem o elevador. Três elevadores, só um funcionando e outro reiniciando. Um absurdo”, disse a visitante, que prefere não se identificar.
O Trem do Corcovado informou que assim que detectou o problema, acionou uma empresa especializada na manutenção dos elevadores. O sistema de vans que leva ao monumento foi paralisado temporariamente, até que a questão seja resolvida.
A Secretaria do Consumidor do RJ entregou um relatório, no dia 31 de março, sobre os ajustes realizados após a morte do gaúcho Jorge Alex Duarte – que passou mal nas escadarias do monumento e, apesar de tentativas de reanimação, não resistiu.
Neste relatório, o ICMBio informou que a previsão da instalação e modernização completa dos elevadores do Corcovado é de que seja finalizada até novembro.
Morte de turista
Jorge Alex morreu no dia 16 de março – não havia ambulâncias nem equipe médica no horário. No dia 17, os transportes até o santuário foram suspensos. A reabertura foi decidida após uma reunião para elaborar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que estabelece, por exemplo, a presença de duas ambulâncias no local. Uma delas, disponibilizada pelo ICMBio, tem funcionado das 7h às 19h. O relatório indica que o posto médico também tem funcionado neste horário.
A polícia está investigando se houve crimes contra relações de consumo e omissão de socorro que levaram à morte do turista. A corporação ouviu os representantes das empresas que atuam no Corcovado.
No dia 20 de março, o Instituto Chico Mendes detalhou o projeto de revitalização do santuário, localizado no Parque Nacional da Tijuca. A reforma vai custar R$ 75 milhões e tem o objetivo de melhorar a acessibilidade desde o início da visita até o platô principal.
As obras devem durar até dois anos, com um intervalo no verão. A previsão de conclusão é para o verão de 2026/2027.














