Vídeo: Tiroteio no Andaraí assusta moradores durante a madrugada

Moradores enfrentaram momentos de medo e tensão durante um tiroteio no Andaraí, Zona Norte do Rio, na madrugada desta terça-feira (3). Segundo relatos e vídeos divulgados nas redes sociais, os disparos ocorreram nas comunidades Chácara do Céu e Morro do Cruz por volta das 2h30, assustando famílias que estavam em casa.

De acordo com a plataforma Onde Tem Tiroteio (OTT), os primeiros registros ocorreram às 2h29, nas proximidades do Morro do Cruz. Nas redes, moradores relataram o clima de guerra. “Filmei um traçante!”, disse um morador ao captar em vídeo uma bala de uso militar cortando o céu. “Está uma guerra no Morro do Andaraí, bizarro! Medo real!”, relatou uma moradora, visivelmente abalada.

Outra internauta comentou: “Acordada pelo som de muitos tiros no Andaraí. Parece Chácara do Céu e Morro do Cruz, de novo”. Os relatos evidenciam a recorrência dos confrontos armados na região e o impacto cotidiano da violência sobre a população.

Procurada, a Polícia Militar informou que equipes realizavam patrulhamento na área conhecida como Rampão quando foram atacadas por criminosos fortemente armados. Houve confronto, mas até o momento não há registro de vítimas. Nenhum suspeito foi preso e nenhuma arma foi apreendida. O caso está sendo investigado pela 20ª DP (Vila Isabel).

Segundo os moradores, o tiroteio teria sido causado por uma tentativa de invasão às comunidades Chácara do Céu, Casa Branca e Morro do Cruz — áreas sob domínio do Terceiro Comando Puro (TCP). Criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV), que operam no Morro da Formiga, no Borel e no próprio Andaraí, teriam iniciado o ataque na madrugada.

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A disputa entre facções rivais por território tem provocado confrontos frequentes na região. Moradores da Chácara do Céu e do Morro do Cruz relataram que não conseguiram dormir e passaram a noite deitados no chão de casa por medo de serem atingidos por balas perdidas. “A gente não pode nem dormir em paz. Toda semana é a mesma coisa. É um terror viver aqui”, contou uma moradora que preferiu não se identificar, em depoimento ao jornal O Povo na Rua.

Além do medo imediato causado pelos tiroteios, a rotina de quem vive nessas comunidades também sofre com interrupções em serviços essenciais. Em outras ocasiões, escolas já foram fechadas e postos de saúde deixaram de funcionar por falta de segurança para os profissionais. Embora isso não tenha sido registrado nesta madrugada, moradores temem que novos confrontos provoquem mais paralisações nos próximos dias.

A escalada de violência preocupa moradores e autoridades locais. Lideranças comunitárias da região cobram maior presença do poder público, ações sociais e policiamento mais estratégico para evitar que essas áreas fiquem reféns do crime organizado. A Polícia Militar informou que manterá o reforço no patrulhamento nos próximos dias.

A Delegacia de Homicídios da Capital também foi acionada para acompanhar os desdobramentos do caso, caso haja registro posterior de vítimas. Até o fechamento desta matéria, nenhum novo tiroteio havia sido relatado na área.

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