O procurador-geral do Rio se exalta e manda sindicalista calar a boca durante uma sessão pública realizada na última segunda-feira (14). O episódio ocorreu enquanto Antônio José Campos Moreira era cobrado por representantes sindicais sobre o não cumprimento da gratificação por qualificação, um benefício previsto em lei desde 2011, mas nunca implementado no Ministério Público do estado.
A discussão começou quando um integrante do sindicato questionou a revogação de uma resolução da gestão anterior, que regulamentava o pagamento do benefício. Visivelmente irritado, Campos Moreira interrompeu o questionamento e disse: “Cala a boca! Aqui o senhor não tem palavra. O senhor tem palavra no meio da rua. Aqui, não. Cale a sua boca.”
Este é o Procurador-Geral de Justiça do Rio de Janeiro, o excelentíssimo Antonio José Campos Moreira, mandando, aos gritos, um servidor calar a boca
É com esse tipo de pessoa que estamos lidando pic.twitter.com/4utCVKgI10
— Ricardo Berezin (@RicardoBerezin) July 16, 2025
A gratificação em debate prevê adicionais salariais para membros do MP que comprovem cursos e títulos acadêmicos. Mesmo assim, a atual administração alega restrições orçamentárias para justificar a não aplicação imediata. Em resposta à cobrança, o procurador-geral afirmou: “Não houve declaração de guerra alguma. Nós vamos implementar o benefício, no tempo da administração.”
O tom da fala, no entanto, seguiu elevado. “Eu sou o procurador-geral de Justiça. Esse cargo é importante. Não vai haver vaias no meio da rua. Cala a boca! Cala a boca!”, reforçou Campos Moreira ao público.
O episódio gerou repercussão entre servidores e aumentou a pressão sobre o Ministério Público do Rio para regulamentar o benefício.














