O vereador Rafael Satiê (PL-RJ) pediu a exoneração de um médico do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, após uma postagem polêmica nas redes sociais. Identificado como Vinícius Machado Ouverney, o profissional comemorou a morte do influenciador conservador norte-americano Charlie Kirk, escrevendo a frase Freio de fascista é tiro.
O parlamentar afirmou que não é aceitável que um servidor público, com salário superior a R$ 19 mil, faça apologia à violência em suas redes. Um profissional pago com dinheiro público não pode pregar ódio e morte, declarou Satiê.
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou nota oficial informando que não identificou no ambiente de trabalho qualquer conduta do médico que justificasse abertura de processo administrativo. Segundo a pasta, eventuais atos externos devem ser avaliados pelas instituições competentes e, em caso de condenação ética ou decisão judicial, medidas poderão ser tomadas.
Casos semelhantes também ocorreram em outros estados. Em Pernambuco, o médico Ricardo Jorge Vasconcelos Barbosa foi demitido de uma clínica particular após comentários considerados elogiosos ao assassino confesso de Charlie Kirk. A repercussão levou inclusive o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, a anunciar a revogação do visto do profissional brasileiro.
O episódio reacendeu debates sobre a responsabilidade de agentes públicos e profissionais de saúde em suas manifestações pessoais, especialmente quando envolvem apologia à violência e exposição em redes sociais.














