O Vasco da Gama oficializou o pedido à administração do Maracanã para mandar o jogo contra o Boca Juniors no estádio Mário Filho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A diretoria cruzmaltina busca atender à imensa procura de ingressos para o duelo decisivo da Copa Sul-Americana, superando a capacidade atual de São Januário.
A intenção da diretoria vascaína é colocar mais de 60 mil torcedores nas arquibancadas, garantindo um público recorde para a partida continental. A solicitação foi encaminhada ao consórcio que administra o complexo esportivo e também à Conmebol, que precisa chancelar a mudança de local dentro dos prazos estabelecidos pelo regulamento da competição.
Vasco formaliza pedido para transferir decisão continental ao Maracanã
A decisão de tirar o jogo do estádio de São Januário se deve ao forte apelo da torcida e ao tamanho do adversário argentino. Enquanto a Colina Histórica comporta cerca de 20 mil pessoas, o Maracanã permite triplicar o público presente, o que representa uma arrecadação expressiva e maior apoio vindo das arquibancadas para o time do técnico cruzmaltino.
Para que a alteração seja confirmada, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) exige o cumprimento de protocolos rígidos de segurança, transmissão e logística. O clube carioca aguarda a resposta dos administradores do estádio para iniciar o planejamento operacional da partida, que mobilizará forças de segurança públicas e esquemas especiais de trânsito na Região Metropolitana.
O que muda para quem vai ao estádio?
Caso o jogo seja confirmado no Maracanã, a logística de acesso facilitará a vida de quem vem da Baixada Fluminense e de bairros mais afastados da Zona Norte e Zona Oeste. O estádio conta com conexões diretas de trem e metrô, o que alivia o gargalo de trânsito registrado em dias de jogos lotados em São Januário, no bairro de São Cristóvão.
A SuperVia e o MetrôRio costumam montar esquemas especiais de operação em dias de grandes eventos no Maracanã, aumentando a frota de composições na volta para casa. Quem costuma transitar pela Radial Oeste e pela Avenida Maracanã deve ficar atento às interdições que serão implantadas pela CET-Rio poucas horas antes do apito inicial.
Quem responde pela decisão do local?
A liberação do palco do jogo depende de um acordo direto entre a diretoria do Vasco da Gama, os gestores do Consórcio Maracanã e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). O Batalhão de Policiamento em Estádios (BEPE) precisa aprovar o plano de segurança, considerando a rivalidade e o histórico de deslocamento da torcida visitante vinda da Argentina.
A aprovação final cabe à Conmebol, que avalia a qualidade do gramado e a infraestrutura do local. O clube espera ter uma definição nos próximos dias para divulgar os detalhes sobre o início da venda de ingressos e a logística de gratuidades previstas por lei no Estado do Rio.
Como denunciar cambismo e irregularidades
Com a alta procura por bilhetes, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro orienta os torcedores a comprarem ingressos apenas pelos canais oficiais divulgados pelo Vasco. A venda ilegal praticada por cambistas é crime e pode ser denunciada anonimamente à Polícia Militar ou pelo canal oficial do Disque Denúncia.
- Disque Denúncia do Rio: Telefone 2253-1177 (atendimento 24 horas e sigilo garantido).
- Registro de Ocorrência: Em caso de golpe na compra de ingressos digitais, registre na delegacia eletrônica da Polícia Civil ou na 18ª DP (Praça da Bandeira), responsável pela área do estádio.
- Transporte Oficial: A orientação do Batalhão de Estádios é para que o torcedor utilize o transporte público, como trem e metrô, evitando estacionar em locais proibidos no entorno do complexo.
Como fica a rotina no entorno da Maracanã
Se a partida for confirmada no Maracanã, a Prefeitura do Rio aplicará interdições viárias a partir do fim da tarde do dia do jogo. Ruas como Prof. Eurico Rabelo, Visconde de Itamarati e Isidro de Figueiredo terão circulação restrita a moradores cadastrados, para garantir a segurança dos pedestres que caminham rumo aos portões de entrada.
As escolas e faculdades situadas no entorno do Maracanã, como a UERJ e o CEFET, costumam adaptar seus horários de saída para evitar que alunos e funcionários fiquem presos no fluxo intenso de torcedores. O comércio local, incluindo bares e restaurantes do bairro do Maracanã e da Praça da Bandeira, prevê aumento no movimento antes e depois do jogo.















